sábado, agosto 14, 2010

Desemprego tende a crescer no mundo: Jovens precipitam-se a serem uma “geração perdida”

Maputo (Canalmoz) – O desemprego no mundo está cada vez mais a crescer e ameaça colocar os jovens numa situação de “geração perdida”. O relatório anual de Tendências Globais de Emprego para a Juventude, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) concluiu que desde 2002 o número de jovens desempregados entre pessoas com idade entre 15 e 24 anos atingiu 13 porcento. Em 2009, a taxa de desemprego entre os maiores de 25 anos foi de 4,9 porcento. Comparativamente aos adultos, a taxa de desemprego entre jovens fixou-se em 2,8 vezes superior.

O documento tornado público na última quarta-feira, não retrata a situação evidenciando, o que se passa em cada país do mundo. Contudo, aponta que em 2009, 81 milhões de jovens no mundo, dos 623 milhões economicamente activos, estavam desempregados. O número poderá subir até ao fim de 2010, por isso, corre-se o risco de haver “uma geração perdida”, com jovens sem alguma esperança de ter emprego.

A crise financeira económica é apontada como sendo um dos factores que precipitou tal cenário.
De acordo com o relatório, nos países ricos o número de jovens desempregados passou de 8,5 milhões, em 2008, para 11,4 milhões, em 2009, o que representa um aumento de 34,1 porcento. Nos países em desenvolvimento e pobres, onde a maioria trabalha de forma independente e em sectores informais, sem algum benefício social, os jovens “perdem a oportunidade de sair da pobreza”, devido ao desemprego.

Em 2009, entre as mulheres, o desemprego cifrou-se em 13,2 porcento, contra os 12,9 porcento dos homens.

Fonte: canalmoz.com(Redacção) 2010-08-13 07:12:00

Educação ambiental nas escolas da capital

Trinta unidades de ensino da cidade de Maputo serão até Setembro próximo abrangidas por uma campanha de educação ambiental, no quadro de uma iniciativa privada denominada Namaacha na Escola.

A ideia, que visa educar a pequenada sobre os cuidados a ter com a água, um recurso cada vez escasso no país e no mundo, consiste em palestras, projecção de vídeos educativos e brincadeiras diversas, de acordo com uma nota dos organizadores.


Fonte: Maputo, Sábado, 14 de Agosto de 2010:: Notícias

quinta-feira, agosto 12, 2010

Economia Moçambicana - O Bom, o Mau e o Feio

Washington (Canalmoz) - Estudo de Banco Português sublinha "sucessos" económicos mas faz notar a potencialidade de futuros problemas particularmente no aspecto político.
Alguns observadores, diz o documento “antecipam o condicionamento da canalização das ajudas a partir de 2011 a progressos claros na vertente politica”.

O governo de Moçambique anunciou que o Produto Interno Bruto cresceu 9,5 por cento no primeiro semestre do ano. Qualquer que seja o ponto de referência este é um crescimento que pode ser considerado de excelente. Mas um estudo feito pelo Banco Português de Investimentos, BPI (NR: Publicado esta semana pelo Canalmoz), reconhece o bom da economia moçambicana mas faz também notar os problemas, alguns deles políticos, que não podem ser ignorados.
O estudo do BPI é uma mistura de boas e más notícias. O BPI descreve o crescimento económico alcançado o ano passado em Moçambique de 6,4 por cento como "surpreendente" tendo em conta a situação económica internacional e faz notar que esta boa performance deverá continuar.
O BPI descreve a economia moçambicana como um "caso de sucesso entre os países africanos de rendimento médio ou baixo" sublinhando que na última década o Produto Interno Bruto per capita subiu de 479 dólares para 981. O índice de pobreza diminuiu de 69,4 por cento da população em 1997 para 54,1 por cento e 2003 devendo ter caído para baixo dos 50 por cento o ano passado, diz o banco.

O BPI faz notar ainda as entradas avultadas de investimento estrangeiro no país nos últimos anos. Em 2009 por exemplo entraram no pais 880 milhões de dólares de investimentos estrangeiros mais 50 por cento do que no ano anterior. O banco faz notar que o clima de negócios melhorou no índice do banco mundial.
Mas o estudo faz notar a potencialidade de futuros problemas.
Factores de ordem política ensombram a visão e as perspectivas do país diz o estudo acrescentando que recentemente os doadores internacionais mostraram preocupação quanto á hegemonia politica que descreve de adversa ao bom funcionamento das instituições.
O estudo afirma ser necessário que os partidos da oposição reforcem de certa forma a sua posição pois não é benigna uma oposição excessivamente enfraquecida.
Alguns observadores, diz o documento “antecipam o condicionamento da canalização das ajudas a partir de 2011 a progressos claros na vertente politica”.
Embora se tenha verificado ao longo da ultima década “uma melhoria na eficácia da lei, na qualidade da regulação, na estabilidade politica e ausência de violência” há a destacar “ o decréscimo” na liberdade de escolha de governantes, eficácia governamental e controlo da corrupção, diz aquela avaliação.
O estudo do Banco Português de Investimento faz ainda notar pela negativa o facto de “continuar a haver uma ampla camada da população que vive abaixo dos limiares da pobreza” havendo pois a necessidade de se tornar o crescimento “ mais inclusivo”.

Fonte: canalmoz.com, João Santa Rita, Voz da América, Terça, 10 Agosto 2010, com a devida vénia) 2010-08-12 06:52:00

ONDE ESTÁ A CAPACIDADE AFRICANA DE AUTO-DESENVOLVER-SE?

Beira (Canalmoz) - A notícia da assinatura no Brasil de um acordo de cooperação trilateral entre a USAID e o Brasil para implementar projectos de assistência em agricultura e segurança alimentar em África pode parecer uma boa nova. Mas se vistas com profundidade e em todo o seu significado real, tal acordo e outros do mesmo tipo, assinados com a Índia ou a China, não são mais do que a continuação de políticas de apoio a África, tendenciosas e pouco produtivas em termos dos impactos que trazem para este continente. Significam sobretudo a falta de uma visão africana própria no que concerne a definição de suas agendas de desenvolvimento. Significa que os africanos continuam a sujeitarem-se a imposições dos outros por ausência de governos com capacidade própria de determinar como se utilizam os recursos que África possui. Significa que os governantes africanos teimam em colocar tudo nas mãos dos outros e abandonam a sorte dos seus concidadãos nas mãos de interesses corporativos estrangeiros.

Nem a alegada falta de tecnologia ou de recursos humanos com capacidade de desenhar projectos cola porque existem milhares de técnicos africanos qualificados em universidades e institutos técnicos africanos e internacionais com capacidade comprovada para fazer seus países andarem para a frente.
Uma coisa é a falta de vontade política para implementar políticas apropriadas e outra coisa é a incapacidade de gerir dos governos africanos com base em princípios e práticas éticas, morais e políticas conducentes a criação de condições para a emergência de sociedades dinâmicas, adultas, auto-suficientes e democráticas em todos os sentidos que isso signifique. Governos “chorões” e pedintes são governos irresponsáveis que querem atirar para os outros as suas incapacidade de governar. Se um país da dimensão da Bélgica ou Holanda consegue suprir as suas necessidades isso deve-se a uma cultura de governo que não se coaduna nem aceita a corrupção e em que todos os actos goovernativos estão sujeitos a fiscalização de parlamentos interessados em ver as coisas andando da maneira mais transparente possível.
Quando nos dizem que querem implementar modelos de cooperação Sul-Sul e no fim vemos projectos socialmente interessantes esbarrarem com complicados sistemas de aprovação parlamentar em países como o Brasil, só podemos duvidar da autenticidade de tais proposições. Não é aceitável que uns meros 100 ou 200 milhões dólares americanos tenham que levar tanto tempo a decidir pelas autoridades brasileiras para a implementação de um projecto farmacêutico de produção de medicamentos destinados a tratar pacientes de HIV/SIDA em Moçambique.
Será que o Botswana, Swazilândia, Moçambique e África do Sul, mesmo incluindo a Zâmbia e todos os outros países da SASDC não conseguem reunir a componente financeira para implementar tal tipo de projecto?
A parceria e cooperação internacional primeiro tem de ser entre os que são vizinhos e que sofrem do mesmo problema e depois estendida para outros horizontes.
Será que faz muito sentido ir ao Brasil buscar cooperação técnica para a produção agrícola quando a vizinha África do Sul é o país que abastece Moçambique de muitas das suas necessidades alimentares? Não há tecnologia no Zimbabwe, no Quénia capaz de ser transmitida para Moçambique em domínios como a agricultura?
A procura da via fácil ou aparentemente fácil de desenvolvimento nacional está colocando o país em via de colisão com os seus próprios interesses.
Faz mais falta um curriculum educacional adequado às necessidades de desenvolvimento endógeno do país do que milhões de dólares despejados em projectos de capacitação institucional.
Os governos estão pecando por não serem capazes de absorver e aplicar experiências como a da China ao pagar pelos estudos de seus concidadãos em países tecnologicamente avançados. São esses estudantes que hoje replicam suas experiências em ambientes desenvolvidos e que tem levado a China a aplicar metodologias e tecnologias apropriadas que a catapultaram para patamares cada vez mais avançados de desenvolvimento.
Porquê a teimosia de adoptar só aquilo que os conselheiros estrangeiros despejam com suas consultorias dispendiosas?
Sempre que condicionalismos de ajuda externa ou de créditos amarram os governos africanos, seus países tornam-se reféns de interesses corporativos.
É preciso entender que enquanto os governos africanos não acarinharem seus concidadãos tecnicamente preparados e os hostilizarem, estes vão preferir estabelecer-se em outros países e aplicarem os conhecimentos de que África carece na diáspora.
Já alguém contabilizou quantos africanos vivem na diáspora só porque seus governos não conseguem criar condições para a sua reinserção? Que dificuldades tecnológicas estes cidadãos seriam capazes de resolver uma vez instalados em África?
O que temos como migração africana para África muitas vezes não passa de esquemas de enriquecimento rápido com base na pirataria e negócios ilícitos. Ou então são refugiados políticos legítimos que fogem dos conflitos sangrentos originados por guerras pela posse e controle de recursos naturais.
Há que continuar a dizer que o nosso problema não é a falta de mais seis milhões de dólares que é o orçamento da publicitada cooperação trilateral Brasil-USAID-Moçambique para a agricultura.
O nosso problema como já alguém disse é a falta de uma liderança genuinamente interessada em ver os nossos países caminhando com os seus próprios pés.
Há que estar contra qualquer tipo de ajuda ou caridade filantrópica de africanos que entanto que governantes não conseguem aplicar os preceitos de governação necessários para trazer dignidade e orgulho para os seus concidadãos mas volta e meia atiram com algumas notas dólares para cidadãos carenciados de países que visitam.
As esmolas dadas por fundações alegadamente bem intencionadas não resolvem os problemas de falta de democracia que este continente efectivamente sofre. Isso não ajuda a melhorar o ambiente político nem traz mais tolerância. Isso não elimina os financiamentos eleitorais feitos à socapa via cooperação entre governos. Isso não contribui para eliminar um sistema enraizado de impunidade e de desrespeito às leis nacionais aprovadas. Isso não contribui para o estabelecimento de um ambiente de responsabilização dos governantes e para a promoção de uma cultura de transparência baseada em códigos de conduta apropriados.
É preciso abandonar os projectos de cooperação internacional que só aumentam a dependência externa de nossos países.
Temos recursos para dar e vender.
Só falta um ingrediente, governos de que nos possamos orgulhar pelo que fazem em prol do progresso e equidade em nossos países. Governos responsáveis e governantes que não hesitam em demitir-se quando não conseguem cumprir com as suas obrigações...


Fonte: Canalmoz.com, Canal de Opinião: por Noé Nhantumbo

Depreciação do metical: Faltou lógica económica para travar a subida de preços

Maputo (Canalmoz) – A actual subida de preços de quase todos os produtos de necessidade básica não é apenas reflexo da desvalorização do metical face às principais moedas de transacção na economia nacional, é também resultado da falta de acompanhamento das leis de mercado, considera o economista e ex-ministro da Administração Estatal, José Chichava.

Chichava diz que durante muito tempo não houve um acompanhamento de mercado e o ajuste de preços não aconteceu quando era necessário. Por isso, com a recente situação, o ajuste está a ocorrer de forma brusca para compensar o período em que o mesmo não sucedeu.

“Não podemos passar um ou dois anos sem mexer com alguns preços de produtos de primeira necessidade, para depois, num outro ano, aparecermos com subidas acima de 10 porcento, por exemplo. Isso não está correcto”, disse aquele economista, que defende o acompanhamento da lógica económica.

O nosso interlocutor refere-se ao que, por exemplo, sucedeu com os combustíveis: durante o ano passado, enquanto no mercado internacional o preço subia, em Moçambique, o Governo enveredava pelos subsídios e mantinha os preços. Quando houve necessidade de reajuste, as subidas do preço desse produto foram sistemáticas.

Entretanto, Chichava, atento à actual situação, chama atenção à violência que caracteriza uma economia de mercado, sobretudo no aspecto da concorrência. O recomendável, segundo disse, é estar-se preparado para os embates e o Governo deve exercer o seu papel de regulador.
“O Governo tem de aumentar a sua capacidade de fiscalização. É preciso que a inspecção económica vá ao terreno porque esta coisa de aumento de preços gera oportunismo”, disse.
Na sua opinião, a solução para casos como os que agora caracterizam o negócio nos diversos mercados moçambicanos, é o aumento da produção. “Quando produzirmos mais e importarmos menos, ganharemos divisas e estabilizamos a moeda. A economia é dinâmica. Numa situação dessas, há fenómenos que podem ficar fora do controlo e há que redobrar esforços para diminuir o impacto do embate”.
Segundo Chichava, se os cidadãos vivessem no campo e a produzir, dariam um grande contributo à economia, pois deixariam de exercer pressão sobre os produtos importados. E quando diminui a pressão sobre estes produtos, automaticamente, há redução de importações, e estas seriam para o fundamental.

E mais: “quando o pouco que se produz no campo serve para resolver o problema da fome, pressiona-se a economia do país. Os poucos fundos que o Estado tem são usados para importar bens de primeira necessidade”, concluiu.

Fonte: Canalmoz.com, Matias Guente, 2010-08-12 06:57:00

Mais reservas de carvão descobertas em Tete

A JSPL Mozambique Minerals, uma empresa de capitais indianos, acaba de descobrir reservas de carvão na ordem das 1,65 mil milhões de toneladas, na sequência de sondagens realizadas no distrito de Cahora Bassa, na província de Tete, escreve a agência de notícias Macauhub, citando fonte do Ministério dos Recursos Minerais.

De acordo com a fonte, a JSPL Mozambique Minerals já submeteu o estudo de viabilidade para pedido de uma concessão mineira para a produção de 2,5 milhões de toneladas de carvão por ano a partir de 2011. A firma prevê subir a produção para 7,4 milhões de toneladas de carvão em 2013.

Fonte: Maputo, Quinta-Feira, 12 de Agosto de 2010:: Notícias

Inhambane cria 48 florestas comunitárias

A PROVÍNCIA de Inhambane já criou 48 florestas comunitárias, em resposta ao plano “Um Líder, Uma Floresta”. Estas florestas, que cobrem cerca de 458 hectares, foram criadas com espécies de casuarinas, eucaliptos, chanfuta, acácias, entre outras.

Inhambane tem cerca de 1.370 líderes comunitários, esperando-se que se criem igual número de florestas.

O distrito de Govuro é o que lidera a implementação deste programa com um total de sete florestas, seguindo-se os de Vilankulo, Morrumbene e Panda, com cinco florestas cada.

Para a operacionalização deste plano, o Governo moçambicano responsabilizou os administradores distritais, chefes dos postos administrativos e das localidades.

Por outro lado, esta província já conta com pouco mais de um milhão de árvores de fruta e sombra na sequência do programa “Um Aluno, Uma Planta”.

Estas plantas são de um universo de 405.943 alunos, o que corresponde a um rácio de cerca de 2,6 plantas por aluno.

O distrito de Morrumbene lidera este programa, a nível de Inhambane, com cerca de 103.295 plantas.

Fonte: AIM apud Maputo, Quinta-Feira, 12 de Agosto de 2010:: Notícias

"Bullying" tem aspectos positivos


Um pouco de "bullying" terá um lado positivo.

O facto de as crianças enfrentarem por si próprias as hostilidades numa situação de "bullying" e as devolverem na mesma moeda ao "inimigo" poderá contribuir para o seu desenvolvimento. Um pouco de "bullying" terá então um lado positivo: ajudar a criança a desenvolver as suas competências a nível social e emocional. Este é o resultado de um estudo realizado por psicólogos da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA) que, através de uma série de experiências, mediram as amizades e inimizades de dois mil alunos entre os 11 e os 12 anos, de ambos os sexos.

Os especialistas não querem com isto dizer que é saudável uma criança ser atormentada por outra, mas tão só que reagir e pagar hostilidade com hostilidade ajuda mais os adolescentes do que sofrer em silêncio, contribuindo para a maturidade. Haverá pessoas que, no futuro, não irão gostar deles e é bom que comecem a aprender a resolver os seus conflitos.


Fonte: By redacção, Actualizar: sábado, 7 de Agosto de 2010
www.maxima.pt

Parceiros reduzem dinheiro à Educação

O MINISTÉRIO da Educação (MINED) tem vindo a assistir nos últimos tempos e com alguma preocupação a redução de financiamento por parte dos principais parceiros de cooperação, facto que obriga o sector a repensar e conjecturar sobre possíveis alternativas de saídas que se devem adoptar para honrar com os compromissos.

Em 2009 o pelouro da Educação funcionou com cerca de 600 milhões de dólares e para este ano viu o “bolo” diminuído em cerca de 20 porcento, segundo dados revelados por Manuel Rego, director nacional de Planificação e Cooperação e porta-voz do MINED e do VI Conselho Coordenador que decorre desde ontem, na cidade de Quelimane, Zambézia.

Segundo explicou, a redução do apoio está relacionada com a crise financeira mundial, o que obrigou a reorientar-se o financiamento. Associado a isto esteve o facto de os principais parceiros de cooperação verem-se obrigados a um dado momento, a especializar-se em determinadas área para as quais canalizariam todo o financiamento. Assim, de acordo com Manuel Rego, a prioridade para os doadores tem sido a Saúde.

Contudo, segundo o porta-voz, o MINED está a trabalhar com vista a evitar grandes implicações com essa redução, fazendo de tudo para que as Metas do Desenvolvimento do Milénio e outros compromissos do sector não sejam grandemente afectados.

No seu discurso de abertura, Zeferino Martins, Ministro da Educação, sublinhara que os constrangimentos económicos que afectam todos os quadrantes do mundo apresentam-se como uma gigantesca barreira a transpor. O outro desafio resulta do crescimento explosivo que o sistema apresenta, com reflexos na qualidade de ensino que se tem vindo a ministrar, o que exige esforços adicionais, capacidades, habilidades e competências para trabalhar com turmas numerosas, multi-classes, ao relento e com a escassez de material didáctico.

Actualmente o sector conta com seis milhões de alunos e 13.434 escolas no Ensino Primário, nas quais 636.740 alunos frequentam o Ensino Secundário em 493 escolas. O mesmo crescimento é notório no Ensino Superior, presentemente com 81.250 estudantes e 38 instituições de Ensino Superior, entre públicas e privadas.

“Este quadro não deve constituir para nós motivo de triunfalismo que nos pode desviar do propósito almejado, que é o de conferir a todo cidadão moçambicano a ferramenta necessária e indispensável para o combate à pobreza, oferecendo a todo o povo uma vida digna e próspera. É imperioso reflectirmos com maturidade, com responsabilidade e ponderação nos inúmeros desafios que se agigantam ante nós, pois, muito há ainda por fazer. Um número significativo de alunos ainda não tem lugar nas nossas escolas. Isto exige de nós maior capacidade de resposta à criação de condições e meios para a construção de mais escolas, mais salas de aulas. A criação de mais escolas implica, também, indubitavelmente, o incremento do número de professores com a qualidade que se deseja ao bom entendimento dos alunos” – disse.

O conselho coordenador está a fazer a avaliação dos últimos doze meses de actividade, situação das horas extras, supervisão pedagógica, construção de salas de aulas e casas de e para professores, a situação da criança fora da escola, expansão do ensino, entre outros assuntos.

Fonte: Hélio Filimone, Maputo, Quinta-Feira, 12 de Agosto de 2010:: Notícias

Ainda este ano: Moçambique terá 1ª refinaria de ouro - revela a Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, no Búzi


A PRIMEIRA refinaria de ouro no país deverá entrar em funcionamento ainda este ano na província de Manica. O facto foi revelado ontem na vila do Búzi, em Sofala, pela Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, no início do seu XXV Conselho Coordenador.

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Primeiro destaque


Ainda este ano: Moçambique terá 1ª refinaria de ouro - revela a Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, no Búzi

A PRIMEIRA refinaria de ouro no país deverá entrar em funcionamento ainda este ano na província de Manica. O facto foi revelado ontem na vila do Búzi, em Sofala, pela Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, no início do seu XXV Conselho Coordenador.Maputo, Quinta-Feira, 12 de Agosto de 2010:: Notícias
Recentemente a assessora do Ministério dos Recursos Minerais e Energia para questões de minas, Fátima Momade, anunciou em Barbeton, na África do Sul, que a empresa mineira sul-africana Pan African projecta construir uma fábrica de refinaria de ouro na província de Manica e que numa fase inicial a mesma deverá empregar cerca de 300 trabalhadores.

Dado o elevado valor necessário para construir o empreendimento, mais de 80 milhões de dólares norte-americanos, a Pan African está em negociações para a constituição de um consórcio com a Delta Trading - empresa que também tem interesses mineiros naquela província.

Fátima Momade afirmou também que a Pan African apresentou um projecto ao Governo moçambicano, no qual manifesta o desejo de explorar cerca de 16 mil hectares na província de Manica, onde deverá abrir três minas de ouro, designadamente “Fair Bride”, “Dot’s Luck” e “Guy Fawkes”.

“Costuma-se dizer que a província de Manica está por cima de ouro. Neste momento só os artesanais é que fazem a exploração e no conjunto produzem anualmente entre 75 e 100 quilos de ouro. Contudo, a Delta Trading completou recentemente um estudo de viabilidade da mina de ouro Monac, que lhe foi concedida para exploração, tendo concluído que a mesma pode produzir mais de 200 quilos de ouro por ano”, disse Fátima Momade.

Entretanto, a mineração artesanal, segundo a ministra Esperança Bias no encontro que decorre na vila do Búzi, tem criado diversos problemas ao meio ambiente e à sociedade quando não é desenvolvida de forma organizada de acordo com a legislação e quando não respeita as boas práticas ambientais, de saúde e segurança para o seu exercício.

A governante defendeu que sem a utilização de meios mecanizados a mineração artesanal é uma actividade dura, muitas vezes de elevado risco, sendo que o país deve avançar com a monitoria sistemática de actividade com recurso à refinaria.

Esperança Bias enfatizou, contudo, que a par da exploração industrial de minerais e da prospecção e pesquisa geológica levada a cabo por diversas empresas, os minerais artesanais e de pequena escala têm jogado um papel importante na produção mineira de ouro e gemas, como acontece nos casos de Manica, Tete, Zambézia e Nampula.

A ministra disse também que o Governo tem vindo, através do Fundo de Fomento Mineiro a apoiar os operadores artesanais, quando organizados de forma associativa, no fornecimento de assistência técnica, treino no exercício de boas práticas e concessão de empréstimos.

Acrescentou que a actividade ilegal de mineração artesanal é frequente no país, sendo muitas vezes promovida, fomentada e organizada por agentes de comercialização ilegais que traficam o ouro, pedras preciosas e semi-preciosas fora dos circuitos legais de exportação.

Este é, assim, um dos temas fundamentais neste conselho coordenador tendo em vista a procura de soluções para os moldes mais adequadas no exercício da actividade, exigindo-se até a revisão dos procedimentos regulamentares no combate à ilegalidade.

“Neste encontro voltaremos a discutir em que modalidades se deverão organizar os operadores mineiros artesanais. Não devemos forçar a constituição de associações de operadores mineiros artesanais, pois poderão existir outras formas de organização mais adequadas, por exemplo cooperativas” - sugeriu a ministra dos recursos minerais.

Por Horário João,
Fonte: Maputo, Quinta-Feira, 12 de Agosto de 2010:: Notícias

quarta-feira, agosto 11, 2010

Jovens queixam-se de exclusão na tomada de decisões

Maputo (Canalmoz) – O presidente do Conselho Nacional da Juventude, Osvaldo Petersburgo, considera que o Governo ignora as recomendações dos jovens sobre vários problemas que os apoquentam, como o desemprego e a habitação. De igual modo, refere que alguns governantes, nos encontros com os jovens, fingem estar a tomar nota das preocupações levadas com vista à sua resolução, mas depois elas terminam nas gavetas.

Osvaldo Petersburgo fez estas afirmações ontem, em Maputo, numa reunião de avaliação do cumprimento das recomendações emanadas pelos jovens no âmbito do Plano de Acção para Redução da Pobreza Absoluta (PARPA). O encontro que junta várias associações juvenis do país, enquadra-se no âmbito da semana internacional da juventude, cujas celebrações ocorrem a 12 de Agosto de cada ano.

O presidente daquela agremiação, disse ainda que no caso de algumas recomendações que o executivo leva a peito, depois transforma as suas iniciativas no Plano Quinquenal do Governo. O que é negativo nesse aspecto, na opinião dos jovens, é que as mesmas recomendações, quando transformadas em algo palpável não mais beneficiam aos jovens, mas, sim, os políticos.
Em vários países, constata Petersburgo, os jovens pouco contribuem na elaboração do PARPA, porque os governos, nos seus habituais encontros com esta camada social, “não nos querem dar ouvidos, facto que nos desmotiva”.
Petersburgo disse igualmente que os jovens andam insatisfeitos pelo facto de as suas opiniões serem pouco reflectidas na produção do PARPA como instrumento de redução de um mal que os inquieta: a pobreza. Ele apelou para que os jovens não se escondam em agenda pré-definidas como forma de ultrapassar as dificuldades que encaram.

Créditos bonificados para aquisição de habitação

A juventude reclama também créditos bonificados de modo a adquirir habitação. Outro anseio deste grupo é que a política de habitação esteja em consonância com a realidade do país, cobrindo, desta feita, os jovens sem meios suficientes para comprar ou construir uma casa.
Policarpo Tamele, presidente da Aro-Moçambique, uma agremiação para assuntos juvenis, defendeu no encontro de ontem a necessidade de os preços praticados na venda de casas serem acessíveis para que “o cidadão que recebe um salário mínimo tenha poder para comprar”.

Para aquele dirigente associativo, antes de avançar com a política de habitação, o Governo deve garantir, primeiro, o emprego para os jovens, alegadamente, porque para comprar casa é preciso ter dinheiro. Apelou ainda para que os jovens não esperem que o Governo faça tudo por eles. “Devem procurar meios de criar auto-emprego”, aconselhou.

Para defender os interesses da sua agremiação, Tamele tentou sugerir algumas fórmulas de criar tal auto emprego: é preciso que a juventude lute para que os seus direitos sejam reconhecidos, organizando-se em associações e de outras formas. Considera que com à juventude espalhada, não será fácil para os governantes partilharem a riqueza com os jovens.

Fonte: Canalmoz(António Frades) 2010-08-11 07:14:00

Oportunidade de emprego e bolsas de estudo para estudantes

O presidente do Núcleo Académico Empreendedor de Moçambique, Manuel Cuembelo, queixa-se de falta do apoio do empresariado nacional aos projectos criados pelos jovens

Maputo (Canalmoz) – Os estudantes universitários, do ensino geral e técnico profissional, podem beneficiar de bolsas de estudos e estágios de trabalhos em diferentes empresas nacionais, no âmbito da Feira Juvenil Empreendedora a decorrer de 27 a 28 de Agosto corrente na cidade de Maputo.

A iniciativa do Núcleo Académico Empreendedor de Moçambique (NAEM), trata-se da primeira feira juvenil de género, em Maputo, a cargo desta instituição. O Júri encarregue de eleger os melhores projectos fá-lo-á em função de sua viabilidade nas áreas onde serão implementados.
De acordo com a organização do evento, a feira surge como um espaço onde os estudantes de vários estabelecimentos de ensino podem concorrer com projectos de empreendedorismo. Os melhores trabalhos serão premiados com bolsas de estudos e estágios profissionais.

O mesmo evento foi criado e está sendo dinamizado por um grupo de estudantes sensibilizados com os índices de desemprego que flagelam a juventude e a escassez de oportunidades. Nesse sentido, querem incentivar esta camada social a “criar projectos de empreendedorismo e de negócios em diversas áreas económicas e sociais”.

O NAEM diz que desde o ano passado vem buscando parcerias para concretizar a referida feira juvenil de empreendedorismo. Até este momento, refere, conseguiu apoio de instituições como a “Tecnicol Moçambique”, “Intec College”, “Instituto Politécnico de Tecnologias” e “Empreendedorismo e Megaformar”. Todas estas entidades são do ramo de ensino técnico e se prontificaram a conceder bolsas de estudos aos estudantes que apresentarem projectos ambiciosos, afirmam.

Para estágios, os escolhidos irão estagiar em empresas como a “Deloitte &Touch”, “HCB”, “Ernst & Young”, “Visabeira”, entre outros.

Entretanto, o presidente do NAEM, Manuel Cuembelo, lamenta o fraco engajamento do empresariado nacional no apoio aos projectos que têm sido criados pelos jovens. Afirma que “parte significativa dos nossos pedidos de apoio é a que foi rejeitada”.
A feira decorre sob o lema: “por uma juventude cada vez mais intelectual e socialmente interventiva”. Está também agendada uma palestra sobre “os desafios do empreendedorismo no contexto do combate à pobreza”.

Fonte: Canalmoz(Inocêncio Albino)2010-08-11 07:16:00

Líder Fórum dos Desmobilizados de Guerra preso em sua casa

Maputo (Canalmoz) – O presidente do Fórum dos Desmobilizados de Guerra, Hermínio dos Santos, foi preso ontem, em plena noite, na sua própria residência, no bairro de Infulene, no Município de Matola (Vsff notícia da nossa edição de ontem).
A prisão ocorreu por volta das 19:20 horas, dias depois de ter sido sitiado por homens fortemente armados da Força de Intervenção Rápida (FIR), uma das unidades militarizadas da Policia da República de Moçambique (PRM).

Hermínio do Santos lidera os desmobilizados de guerra que têm programado para Setembro uma manifestação à escala nacional que deveria ser melhor preparada num encontro que está agendado para o próximo, 14 de Agosto.

A manifestação que está a ser preparada é em repúdio pela inércia do Governo, que desde 1992, não consegue prover os seus direitos, de entre eles as pensões.
Volvidos dezoito 18 anos, o Governo, segundo os desmobilizados, diz que ainda está a organizar o expediente com vista à fixação de tais direitos.

O Canalmoz recebeu ontem uma chamada telefónica do filho de Hermínio dos Santos, presidente da Associação dos Desmobilizados de Guerra, a informar sobre a detenção do seu pai em sua casa, já depois do sol posto, e sem qualquer mandato judicial.
Cinco minutos depois de ter recebido a informação do filho, o Canalmoz contactou o próprio Hermínio do Santos que nos confirmou que na altura estava de facto a ser detido. Disse-nos ainda que a sua prisão se devia ao facto de não ter se apresentado pela manhã dessa terça-feira, às autoridades. Assegurou não ter recebido alguma notificação policial, embora reconheça que na segunda-feira recebeu um telefonema de alguém que se identificou como sendo Dr. Matusse, a informar que ele estava intimado a comparecer na PIC, cidade de Maputo, segundo andar, na manhã de ontem.

O tal indivíduo, segundo nos reportou Hermínio do Santos, usou o telefone número 82 38 00 850. No mesmo dia em que recebeu essa chamada, Hermínio dos Santos remeteu uma queixa à PGR a solicitar intervenção do Procurador-Geral da República para repor a legalidade. (Outros enredos estão contidos na edição do Semanário Canal de Moçambique que sai hoje, quarta-feira).

Fonte: Canalmoz, 11-08-2010

Tribunal Supremo bloqueia casos de grande corrupção


O Centro de Integridade Pública (CIP) questiona se o Tribunal Supremo estará ou não a bloquear o desfecho dos casos de grande corrupção no país. Hoje, passam nove anos que os assassinos do economista Siba Siba Macuacua continuam impunes

Maputo (Canalmoz) – O Tribunal Supremo parece não estar interessado em que alguns casos sonantes de corrupção, como os de assassinato do economista Siba Siba Macuacua, do antigo ministro Almerinho Manhenje, sejam julgados com a celeridade que se espera, considera o Centro de Integridade Pública (CIP), para quem aquela entidade se tornou um bloqueio à finalização de determinados processos, havendo a percepção de que esse mesmo bloqueio seja politicamente motivado, principalmente, por falta de juízes.


Segundo o CIP, as autoridades do Estado (judiciais e do Governo) têm agido apenas sobre a pequena corrupção, deixando a grande corrupção impune. Tal cenário, nos últimos anos frustrou a expectativa dos moçambicanos que acreditavam numa acção penal anti-corrupção. Nos últimos anos, a pressão para que haja uma acção penal efectiva contra a corrupção em Moçambique teve como centro de atenções o Ministério Público (e o seu Gabinete Central de Combate à Corrupção). O papel de outros actores de relevo, como o Tribunal Supremo, foi visto com menos agressividade.
Numa nota envia à redacção do Canalmoz, o CIP escreve que a Procuradoria Geral da República (PGR) tem sido alvo de maior escrutínio público (e até da Assembleia da República), colocando-se-lhe rótulos quando se mostra hesitante ou dúbia no tratamento de uma determinada matéria para investigação – como de facto é a sua postura dúbia no “caso MBS” e nas graves alegações contra a ministra do Trabalho, Helena Taipo.
O CIP fala ainda de alguns casos de corrupção que estão parados em sede de recurso no Supremo, há demasiado tempo, quando se esperava que os mesmos fossem priorizados, uns porque já são antigos e envolveram assassino (“caso Siba Siba/Banco Austral”), outros porque tem como protagonistas ex-governantes (o antigo ministro do Interior, Almerinho Manhenje) e outros ainda porque envolviam réus presos há mais de um ano (caso do Centro de Processamento de Dados).


Relativamente ao “caso Siba Siba Macuacua”, a fonte refere que até hoje, 11 de Agosto de 2010, a investigação do caso esbarrou na inoperância do Tribunal Supremo e afirma: “O caso Banco Austral tem duas vertentes. A vertente do assassinato e a vertente da gestão danosa. As duas têm uma relação intrínseca. A gestão danosa foi a principal causa do assassinato”.


Sobre o assassinato, o Ministério Público (MP) acusou alguns indivíduos em 2009, mas o Tribunal da Cidade de Maputo rejeitou as acusações, soltando os suspeitos que haviam sido detidos (Parente Júnior, entre outros, nomeadamente dois guardas do antigo banco sobre quem se suspeita tenham sido os autores materiais do crime). O MP recorreu ao Tribunal Supremo, havendo ainda a esperança/possibilidade de o Tribunal Supremo dar razão ao MP e vir a pronunciar os acusados. Parte dos antigos administradores, nomeadamente Octávio Muthemba e Jamu Hassan, haviam sido constituídos arguidos como autores morais, mas o Ministério Público se absteve de os acusar, também por alegada falta de indícios.

Fonte: Canalmoz.com, 11-08-2010

Quelimane: Jardim dos namorados vira bombas de combustível

O emblemático jardim da Sagrada Família, mais conhecido por Jardim dos Namorados, vai ser transformado em bombas de combustíveis, numa polémica decisão tomada pelo edil de Quelimane Pio Matos.

A proposta já foi depositada na Assembleia Municipal (AM) na semana passada. Segundo o projecto, a estação de serviços contempla, para além de bombas de combustíveis, uma farmácia, loja de conveniência, escritórios diversos, etc.

Na semana passada, dia em que a Assembleia Municipal (AM), reuniu-se em mais uma sessão ordinária, este ponto, já tinha sido agendado como matérial para discussão, só que depois, os membros da Comissão Permanente, retiraram, alegando que precisavam de tempo para analisá-la com profundidade.

O presidente da Assembleia Municipal de Quelimane, Afonso João, disse que a proposta submetida pela edilidade, não deve ser analisada ás pressas. João fez saber que a questão pode ser polémica se não for vista ao detalhe. A fonte sublinhou que para um projecto desta dimensão é preciso ouvir a sensibilidade dos munícipes porque são eles acima de tudo os que conduziram o edil e os membros da AM ao poder.

Por outro lado, o presidente da AM diz que é preciso ouvir instituições como a Administração Nacional de Estradas (ANE) e o MICOA.

No entanto, Pio Matos, edil de Quelimane, escusou-se a reveler a identidade do dono do projecto, atitude que fertiliza terreno para especulações. Matos avançou apenas que o projecto é ambicioso e irá ajudar a dinamizar a vida do município de Quelimane.

Quando questionado se a edilidade estava ciente das críticas que o projecto iria atrair, o edil disse que deixava tudo ao critério do legislador, neste caso, a AM de Quelimane.

Entretanto, munícipes que falaram ao SAVANA, disseram que, a avançar este projecto, será a pior decisão tomada pela edilidade de Pio Matos.

Fonte: SAVANA apud imensis. 11-08-2010

Pequenas e médias empresas poderão ser cotadas na bolsa


O presidente da Bolsa de Valores de Moçambique, Jussub Nurmamad, disse que um elevado número de pequenas e médias empresas poderá ser cotado na Bolsa de Valores de Moçambique ainda este ano.

Jussub Nurmamad explicou ainda que o regulamento, para aquele que será considerado o segundo mercado de capitais bolsista, já foi elaborado, faltando apenas a sua divulgação, de modo a que as empresas possam saber quais são os requisitos para estarem cotadas na bolsa.

‘Este ano vamos ter o segundo mercado bolsista, já temos o regulamento e, como ainda estamos em Agosto, acredito que vamos ter algumas pequenas e medias empresas cotadas na bolsa ainda em 2010’, disse Nurmamad.

A Bolsa de Valores de Moçambique começou as suas actividades como uma capitalização bolsista de USD 5 milhões, devendo atingir este ano os USD 500 milhões, segundo a fonte da Macauhub.

Cerca de 70 por cento do universo das empresas em Moçambique é constituido por pequenas e médias empresas.

A Bolsa de Valores de Moçambique tem admitidos à cotação cerca de vinte papéis de igual número de empresas.

Destacam-se a Cervejas de Moçambique, detida maioritariamente por capitais sul-africanos, a Empresa Moçambicana de Seguros, o Standard Bank, o Banco Internacional de Moçambique (Millenium Bim), a Cimentos de Moçambique (Grupo Cimpor de Portugal) e a empresa açucareira Maragra.

Na semana passada, Jussub Nurmamd disse que o Estado moçambicano vai emitir obrigações do tesouro e anunciou a emissão de obrigações da Petromoc, a ser efectuada em duas parcelas, cada uma de USD 10 milhões.

Fonte: Macauhub apud imensis, 11-08-2010

Empresas contribuíram pouco para os cofres do Estado

O presidente da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), Rosário Fernandes, disse, na Manhiça, província de Maputo, que a contribuição do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC) – pago pelas pequenas, médias, grandes e mega-empresas – representa apenas três por cento do total da receita arrecadada pela sua instituição, entre 1 de Janeiro e 31 de Julho deste ano.

No período em referência, a AT afirma ter arrecadado mais de mil milhões de meticais (25milhões de dólares) do que estava inicialmente programado, o que equivale a uma realização de cerca de 103 por cento.

De referir que a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) tem advogado a redução das actuais taxas de impostos, alegando que as mesmas “sufocam” as actividades das empresas.

Relativamente a esta questão, Rosário Fernandes afirmou que, de momento, tal não se justifica, porque os cidadãos, através do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRPS), é que têm sido “mais sacrificados” e que a redução só poderá acontecer se entre outros aspectos houver uma maior eficiência na cobrança do IRPC.

O Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique realçou ainda que a redução das taxas de impostos ‘não pode nem deve ser mecânica. As reduções não devem resultar de aberrações de políticas públicas. As políticas são feitas de forma racional e pensadas para que não resultem em soluções erradas’.

Entretanto, Rosário Fernandes encorajou igualmente a CTA a prosseguir com o papel que tem desempenhado para o alargamento da base tributária, ao sensibilizar o sector privado a cumprir com as suas obrigações fiscais.

‘O alargamento da base tributária que todos desejamos e almejamos deve estar em estreita sintonia com um maior desempenho dos contribuintes, sem excepção, no pagamento de impostos em todas as suas categorias’, disse.

Relativamente às receitas cobradas pela AT, Rosário Fernandes disse que a meta anual foi cumprida, até 31 de Julho, em 58 por cento.

Fonte: Rádio Moçambique apud Imensis, 11-08-2010

Conselho Cristão assiste enterros na vala comum

O CONSELHO Cristão de Moçambique passa a acompanhar, a partir de hoje, e sempre que possível, o enterro dos corpos não reclamados que semanalmente são enviados à vala comum no Cemitério de Lhanguene, na cidade de Maputo.

A ideia, segundo um comunicado recebido na nossa Redacção, é colocar pastores ligados a igrejas filiadas no Conselho a acompanhar aqueles serviços, no quadro do seu compromisso moral com questões de ética e moral, consolação das famílias, promover o relacionamento são entre a igreja e a sociedade, apoio aos necessitados e amparo e solidariedade humana.


Fonte: Maputo, Quarta-Feira, 11 de Agosto de 2010:: Notícias

segunda-feira, agosto 09, 2010

Piripiri baixa tensão arterial

CONSUMIR alimentos com piripiri (ou malaguetas) ajuda a baixar a tensão arterial, revela um estudo da Third Military Medical University, em Chongqing, na China, publicado na edição de Agosto da revista Cell Metabolism. A capsaicina, que é a substância responsável pelo sabor quente e picante do piripiri, previne problemas vasculares.

Os investigadores demonstraram, através de testes realizados em ratos de laboratório com hipertensão, que o consumo de Capsaicina, substância que dá o sabor picante e quente a pimenta, diminui a pressão do sangue.

De acordo com os cientistas, quando este composto está em actividade, aumenta a produção de óxido nítrico nos vasos sanguíneos, o que possibilita a protecção contra a inflamação e outros problemas vasculares.

Zhiming Zhu, principal autor do estudo, revela, no entanto, que não é obrigatório que as pessoas comam alimentos picantes para beneficiar das suas propriedades, visto existir uma substância semelhante à Capsaicina em alguns pimentos doces.

Fonte: Maputo, Segunda-Feira, 9 de Agosto de 2010:: Notícias
http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1065330

quarta-feira, agosto 04, 2010

o Aniversariante!

Ha pessoas que comecam a produzir frutos na maior idade, mas outras nem precisam de envelhecer para agir e serem ouvidos.

Para o Pe.Giusepppe Melloni pelo seu aniversario natalicio!

segunda-feira, julho 26, 2010

Plano de gestão ambiental: Cimentos diz que cumpre sociedade pede provas

A CIMENTOS de Moçambique garante estar a cumprir integralmente com o plano de gestão ambiental, aprovado em 2007 pelo Governo para ser implementado na fábrica da Matola, província do Maputo. No entanto, representantes de diversos sectores de actividade que sexta-feira visitaram aquela unidade fabril, embora reconheçam o esforço da empresa, exigem a apresentação de dados numéricos sobre o nível de emissões de gases na atmosfera.

Nos últimos anos a unidade fabril da Matola foi largamente criticada devido às elevadas emissões de poeiras resultantes do funcionamento da fábrica, o que obrigou o Governo a exigir daquela indústria a apresentação de um plano de gestão ambiental que resultou na concessão da licença provisória ao abrigo da qual está actualmente a operar.
Sexta-feira os gestores da empresa convidaram representantes de diversos sectores de actividade para visitarem a fábrica no intuito de testemunharem os últimos desenvolvimentos em matéria de gestão ambiental daquela indústria.
Com efeito, o presidente do Comissão Executiva da Cimentos Moçambique, Steffen Kasa, explicou que a sua instituição já concluíu a montagem dos filtros, faltando a cobertura da secção de armazenamento das matérias-primas, investimento que está condicionado à finalização de um estudo já em curso.
Em Junho do ano passado foi inaugurado o filtro de mangas no arrefecedor da linha de produção de clínquer, num investimento calculado em cerca de cinco milhões de dólares norte-americanos. “Agora estamos a inaugurar mais um filtro na área de recepção de calcário”, referiu Steffen Kasa.
Disse que a empresa está já a embarcar num novo projecto, nomeadamente a montagem de um filtro de mangas para o forno, o que, segundo argumentou, faz acreditar no cumprimento integral do plano de gestão ambiental até 2012.
“Nós temos uma política de emissões de gases na atmosfera dentro dos níveis aceitáveis em qualquer parte do mundo. Por isso, a tecnologia que estava instalada na fábrica não serve mais para este desafio”, referiu Steffen Kasa.
Entretanto, embora reconheça o esforço que tem vindo a ser desencadeado pela empresa com vista à mitigação do impacto ambiental do seu funcionamento, a sociedade está a exigir uma melhor política de comunicação com vista a colocar os interessados a par do que está a acontecer na cimenteira.
O representante da Justiça Ambiental, também presente naquela visita-encontro de auscultação, pediu, por exemplo, que nos futuros encontros a Cimentos de Moçambique coloque à disposição dados numéricos referentes ao nível de emissão de gases, ao que a direcção da empresa anuiu.
Outros participantes pediram prazos concretos para eliminação da nuvem de poeiras que por vezes é emitida pelas chaminés da fábrica, e que tem estado na origem da palidez das plantas localizadas nos arredores da fábrica de cimentos.
Sobre a nuvem de poeiras, a Direcção da Cimentos de Moçambique disse ser difícil apresentar datas, mas garantiu que foi já encomendado um estudo para avaliar o impacto das emissões e quiçá apresentar a melhor alternativa para acabar com a nuvem.
Aliás, com vista a minimizar a emissão de poeiras e fumos, a Cimentos de Moçambique substituiu o uso de carvão mineral por gás natural, daí que, segundo foi anunciado, estar se a poupar a natureza de cerca de 70 mil toneladas de dióxido de carbono.

notícias, Director: Rogério Sitoe. Maputo, Segunda-Feira, 26 de Julho de 2010

Infecção com HIV: Fazer circuncisão não é “varinha-mágica”


A CIRCUNCISÃO reduz em 60 porcento o risco de infecção com o vírus da SIDA, sendo recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas reconhece-se que ela não é nenhuma uma “varinha mágica” para a solução deste grande problema.
A afirmação foi feita em Viena (Áustria), pelo ugandês David Okello, director regional da OMS em Brazaville (Congo), que considera que há “suficientes provas científicas para a promover como um dos método para prevenir a SIDA”.
No entanto, Okello alertou que a circuncisão, que custa cerca de 50 dólares (1.750,00 Mts), não é um “preservativo natural”, defendendo que a intervenção cirúrgica deve ser acompanhada por um intenso acompanhamento, sobretudo relativamente ao uso do preservativo.
A organização norte-americana Population Services International (PSI) circuncidou desde 2008 cerca de 60 mil homens em vários países africanos, incluindo Quénia, Suazilândia, Zâmbia, Botswana e Zimbabwe.
Investigações posteriores com seis mil homens demonstraram que a intervenção reduziu o risco de infecção com o vírus da Imunodeficiência Humana Adquirida (HIV), apesar de as mulheres continuarem com o mesmo risco de infecção se mantiverem relações sexuais desprotegidas com homens circuncidados.
Krishna Jafa, directora do PSI para o HIV, assegurou por sua vez que, se a circuncisão alcançasse 80 porcento da população masculina da África Oriental e do Sul, “poderiam evitar-se nos próximos cinco anos cerca de quatro milhões de infecções”, até 2025.
Alcançar estes resultados vai significar também “uma poupança nos gastos de saúde de cerca de 20 mil milhões de dólares no mesmo período”, acrescentou Krishna Jafa.
O filantropo multimilionário e fundador da Microsoft, Bill Gates, que financia uma campanha de circuncisão de homens em África, afirmou, num discurso proferido na segunda feira, no âmbito da Conferência SIDA 2010, que terminou na última sexta feira em Viena, que “o custo de não fazer nada é muito superior ao dos programas de circuncisão”.
No entanto, esta iniciativa não está isenta de polémica: a organização norte-americana Intact America considerou que “a promoção da circuncisão masculina envia uma mensagem equívoca, cria um sentido erróneo de protecção e expõe as mulheres a mais riscos de se infectarem com o HIV”.
“Os homens já fazem fila (em África) para serem circuncidados, acreditando que já não precisam de usar mais o preservativo”, alertou Georganne Chapin, directora daquela instituição, em comunicado.

notícias,Director: Rogério Sitoe. Maputo, Segunda-Feira, 26 de Julho de 2010

sexta-feira, julho 23, 2010

O que entedemos por Tecnologia?

Na Economia existem três questões fundamentais para qualquer actividade, sociedade e para qualquer indivíduo: O quê Produzir? Como Produzir? Para quem Produzir? É na relação com a questão Como Produzir, onde nasce o Conceito de Tecnologia.

Posto isto, entendo tecnologia como sendo todos os meios, formas ou técnicas utilizadas de modo a maximizar lucros, minimizando custos; ou ainda tecnologia é o método mais eficiente adoptado em qualquer processo.

Exemplos: A máquina a vapor (mais barata) que substituiu os cavalos nos transportes; Aviões que substituíram aos carros de ferro; os Computadores que substituíram dactilógrafos e o papel que substituiu muitos trabalhadores de serviços (Samuelson & Nordhaus,1999:28).

Tecnologia Vs Progresso Tecnológico
O Progresso Tecnológico é a melhoria no processo produtivo (bens e serviços), modificação de produtos antigos e/ou produção de novos.

Vide Progesso tecnológico - Adaptado, Samuelson & Nordhaus (1999:108): O Progresso tecnológico (acompanhado de métodos de gestão), desloca a função produção para cima.
Exemplos Impressionantes:
• Aviões gigantes que aumentaram o numero de passageiros em 50% nos últimos anos;
• Fibras ópticas que melhoraram e baixaram os custos de telecomunicações;
• Tecnologia dos computadores que aumentaram a capacidade de processamento em mais de 1000 vezes.


Distinção Importante

• Inovação de Processo – quando novo conhecimento desenvolve novas técnicas de produção os produtos existentes;
• Inovação de Produto – quando há introdução de novo produtos ou melhorados.

A primeira tem a ver com o gráfico 1 e, é comum `as empresas para produzir o mesmo produto com a menor quantidade de factores produtivos.

Numericamente:
Suponhamos que numa dada empresa a produtividade (relação output-input) ou a produção por unidade de factor produtivo, está a aumentar a 4% ao ano. Observando esta empresa uma década depois, certamente que o progresso no conhecimento técnico e tecnológico teria levado a um desenvolvimento de quase 50% na produção por unidade de factor produtivo. Senão vejamos: , fazendo as taxas, teríamos:



Tecnologia Vs Progresso Económico
Ademais, segundo Samuelson & Nordhaus (1999:520-521), um dos factores (roda) para o crescimento é necessariamente a tecnologia.

As quatro rodas do Crescimento Económico são:
1. Recursos Humanos – Oferta de trabalho, educação, a dimensão da população activa, a qualificação, disciplina e motivação;
2. Recursos Naturais – Terra, minerais, combustíveis, qualidade ambiental, petróleo e gás, solos e clima;
3. Formação de Capital – Máquinas, fabricas, estradas, equipamentos e infra-estruturas;
4. Tecnologia – ciência, engenharia, gestão, iniciativa empresarial, qualidade de conhecimento cientifico e técnico, competência de gestão, premio pela inovação.

Resumidamente: : O Crescimento Económico é função de Capital, Trabalho e Recursos Naturais.