sábado, julho 17, 2010

Igualdade de género continua miragem em Moçambique

Maputo (Canalmoz) – A questão de igualdade de direitos entre mulheres e homens, ligada à exclusão de mulheres na tomada de decisão no seio familiar e nos destinos do país, tem levantado debates inacabáveis entre académicos e políticos, em Moçambique.
No entanto, preocupado com esta situação, o Parlamento Juvenil, em Moçambique, está reunido desde ontem até hoje, em Maputo, pela primeira vez na história do país, num seminário nacional da juventude feminina. O encontro visa identificar e analisar as causas que ditam a fraca participação deste grupo social na tomada de decisões em prol da nação.
Posteriormente, o Parlamento Juvenil moçambicano projecta desenhar uma estratégia para acabar com a exclusão das mulheres jovens na participação e tomada de decisões nos assuntos que ditam o destino do país.
Algumas parlamentares que tomaram parte do evento consideram que a igualdade de direitos de género em Moçambique está longe de ser alcançada, alegadamente porque o Governo não dá a devida atenção ao assunto.
Entretanto, as mesmas fontes alegam que em Moçambique a propalada promoção de igualdade de direitos não passa de um simples discurso ou acções feitas em determinadas circunstâncias para a população pensar que o Governo se preocupa com a sua posição de vida.
A deputada da Assembleia da Republica pela bancada da Renamo, Maria Angelina Enoque, que participou como convidada, disse que em Moçambique a exclusão dos jovens, em geral, é uma realidade, principalmente do género feminino, em várias actividades que possam desenvolver o país.
Segundo ela, é um imperativo nacional garantir a participação da mulher na tomada de decisões sobre a vida do país, de modo a evitar a discriminação e promover a igualdade de direitos. Actualmente, prosseguiu, a juventude feminina é apenas solicitada a participar em certas cerimónias para fazer um número maior que possa satisfazer ambições partidárias.
Maria Angelina Enoque alerta para a necessidade de os jovens deixarem de ser meros espectadores e passarem para as acções, levantando debates sérios para reverter o actual cenário. “Em Moçambique, as mulheres representam cerca de 60% da população e não faz sentido que o Governo continue a marginalizar a nossa juventude feminina”, disse.

Falta de interesse do Governo

Por seu turno, Alcinda da Conceição, deputada da Assembleia da Republica pela bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), disse que há falta de interesse do Governo no enquadramento da juventude na tomada de decisões sobre os destinos do país, facto este que, segundo a mesma, desagua na marginalização das mulheres, desde as jovens até às idosas.
“Se o Governo quisesse realmente enquadrar a juventude feminina da sua agenda, então começaria por impor duras medidas contra a violação dos direitos da mulher e acabar com a discriminação da mesma, principalmente nas zonas rurais”, disse Maria Enoque.

Zonas rurais, principais focos de discriminação

De acordo com a presidente da Liga dos Direitos Humanos de Moçambique (LDM), Alice Mabote, a falta de acção participativa do Governo na promoção dos direitos iguais nas zonas rurais tem sido um dos principais factores que torna aquelas mais vulneráveis à desigualdade de género e, consequentemente, à discriminação das mulheres, mormente ainda jovens.
Ela sugere que, mesmo sem ajuda do Governo, as Organizações Não Governamentais deviam desenvolver acções sobre a educação cívica e promoção de direitos de género, sobretudo nas zonas rurais.

Juventude feminina clama por oportunidades nas províncias

A juventude feminina, presente no evento, proveniente de várias províncias do território nacional, queixa-se de falta de espaço e oportunidades para desenvolver suas acções. As queixas incidem, sobretudo, em questões como acesso ao emprego e falta de atenção dos governantes.
Outros participantes se queixaram da inviabilização das suas actividades de sensibilizarão de jovens para o combate à exclusão na participação sócio-política, com vista a desenvolver as suas zonas. O acto, segundo acusam e condenam, é protagonizado por organizações filiadas ao partido Frelimo, nomeadamente a Organização da Juventude Moçambicana (OJM) e a Organização da Mulher Moçambicana (MMO).

Fonte:Canalmoz(António Frades)2010-07-16 08:10:00

Exclusão social aumenta pobreza em Moçambique


Maputo (Canalmoz) – A ministra da Mulher e Acção Social, Iolanda Cintura, considera que a exclusão social concorre para o aumento da pobreza absoluta no país. Por isso, insta os funcionários do seu sector e de outras instituições governamentais a intensificarem o combate ao mal.
A governante falava ontem, em Maputo, na abertura do VI Conselho Coordenador daquele ministério que termina amanhã. Ela diz que as dificuldades enfrentadas por parte significante de crianças moçambicanas, a viverem em situações difíceis, propiciam o crescimento da mendicidade nas cidades.
Iolanda Cintura estabeleceu como prioridade do encontro, a discussão de estratégias para desencorajar o hábito de mão estendida que, diariamente, se assiste em diferentes sítios do território moçambicano. Ela reconhece que tal prática, para além de incluir crianças e jovens, tem vindo a expor “pessoas idosas à mendicidade”.
Relativamente às pessoas portadoras de deficiência, um grupo social que também vem-se queixando da tal exclusão social, a ministra diz que, como forma de garantir uma acção social mais abrangente, será analisada a Estratégia da Pessoa Portadora de Deficiência na Função Pública para o período 2009-2013. Entre outras questões, serão examinados os chamados Centros de Trânsito, cujo objectivo é acolher as pessoas portadoras de deficiência em processo de reabilitação.
O VI Conselho Coordenador do Ministério da Mulher e Acção Social decorre sob o lema “mulher e acção social, por uma protecção social mais abrangente”. Nesse sentido, Cintura manifestou o desejo de querer ver o desequilíbrio de género mais combatido com acções que propiciem o empoderamento da mulher, em especial na área económica, como forma de contribuir para o desenvolvimento integral da mulher e do país.
No mesmo encontro, prevê-se também analisar a proposta do Plano Nacional para o Avanço da Mulher correspondente ao período 2010-2014. O grau do comprimento da Declaração da Primeira Conferência Nacional sobre a Mulher e o Género, realizado há dois anos, irá igualmente merecer atenção.
Cintura reconhece ter os desafios na sua governação, mas diz congratular-se com os feitos da direcção anterior. Ela não avança números, nem aponta os locais onde tais acções ocorreram para os cidadãos poderem conferir os resultados e poderem avaliar o desempenho do governo, mas afirma ter havido inserção de um maior número de mulheres com fraco poder económico em actividades de geração de rendimentos, auto-emprego, cursos profissionalizantes e de curta duração.

Fonte: Canalmoz (Inocêncio Albino)2010-07-15 07:26:00

Receando eclosão da violência: Moçambicanos abandonam em massa a África do Sul


UMA média de 50 compatriotas chega, por dia, ao posto administrativo de Muxúngue, distrito de Chibabava, em Sofala, receando uma possível eclosão da violência xenófoba na vizinha África do Sul. Cidadãos recém-chegados ouvidos ontem pelo nosso Jornal afirmaram ter tomado a iniciativa de deixar aquele país numa atitude preventiva para não serem mergulhados num “banho de sangue” à semelhança do que aconteceu nos princípios deste ano quando a caça aos estrangeiros degenerou numa chacina.

Informações daquele país indicam que alguns sul-africanos haviam alertado aos estrangeiros para que se retirassem depois do maior evento futebolístico do mundo, terminado domingo último naquele território.
Segundo afirmou Mateus Sithole, moçambicano acabado de chegar e que na RAS vivia na região de Western Cape, nunca se sabe ao certo o que efectivamente vai acontecer depois das anunciadas ameaças, “pois aqueles nossos vizinhos são imprevisíveis”.
Sithole, que é casado com uma sul-africana, acrescentou que de momento não há ainda registo de casos de violência, mas acredita que “a qualquer momento pode acontecer a desgraça”.
Uma outra cidadã nacional que se identificou apenas pelo único nome de Mary, natural de Goonda, no distrito de Chibabava, disse ter-se apressado a sair porque doutra vez escapou da violência, mas perdeu muitos bens.
“Estou aqui com os meus três filhos porque estou realmente a fugir do que se está a falar. Eles (sul-africanos) são capazes do que dizem”.
Ela residia naquele país há 17 anos, tendo nesse período se casado com um cidadão tanzaniano, relação da qual resultaram filhos ainda menores. “Por mim eu ficaria, porque me sinto em casa, mas os meus filhos ficaram traumatizados da última vez e estou a evitar que isso volte a acontecer”.
Entretanto, a chefe do posto administrativo de Muxúngue, Páscoa Mambara, afirma ter sido reforçada a segurança na região para evitar que os regressados sejam assaltados.
Se antes os moçambicanos regressavam duas vezes por semana, agora com esta situação estão a fazê-lo todos os dias. Os regressados por vezes chegam sem dinheiro e como recurso para se aguentarem vêem-se na contingência de vender os parcos bens que, regra geral, trazem na mão a preços muito baixos.
Fonte:Rodrigues Luís
Maputo, Quinta-Feira, 15 de Julho de 2010:: Notícias

Igualdade

Nós, “Seres Humanos” somos todos iguais em Direito e em Direitos. - Gito Amaral Mataba

quinta-feira, julho 15, 2010

Time is like a River

Time is like a River
You cannot touch the same water twice, because the flow that is passed will never pass again.
Enjoy every moment of life...
(Unknown)

For Friends!

Don't let someone become a priority in your life, when you are just an option in their life...
Relationship work best when they are ablanced.
(Unknown)

Terra reduz impacto ecológico do homem

A TERRA suporta cada vez menos o impacto ecológico das actividades humanas, já que são necessários 18 meses ao planeta para regenerar os recursos que a humanidade consome num ano, segundo um estudo de um grupo de investigação privado norte-americano publicado a 24 de Novembro de 2009.
Os dados recolhidos numa centena de países pelo Global Footprint Network, um grupo de defesa do ambiente, indicam que a humanidade consome recursos e produz dióxido de carbono (CO2), principal gás com efeito de estufa, a um ritmo 44 por cento mais elevado do que a Natureza pode produzir e absorver.
“As ameaças iminentes que enfrentamos hoje, nomeadamente as alterações climáticas mas também a desflorestação, a diminuição das pescas, a sobre-utilização da água doce, são sintomas de uma tendência alarmante”, escrevem os autores deste relatório.
O Global Footprint Network, com sede em Oakland, Califórnia, calcula todos os anos desde a sua criação, em 2003, aquilo que chama de “impressão digital ecológica” de mais de cem países e da humanidade como um todo.
Este indicador determina a superfície de terra e de água requerida para produzir recursos que uma dada população consome e para absorver os desperdícios daí resultantes.
Noutros termos, estes investigadores calculam o potencial de produção de recursos da Natureza, como são utilizados e quem os utiliza, explicou a organização.
Estes dados mostram que entre 2005 e 2006 o impacto ecológico da humanidade aumentou cerca de 2 por cento sobre o mesmo período precedente.
Este crescimento resultou de um aumento da população e do consumo de recursos “per capita”.
Nos últimos 10 anos, o impacto do homem na Natureza aumentou 22 por cento enquanto que a bio-capacidade, quantidade de recursos que a Natureza pode produzir, permaneceu constante e pode mesmo ter diminuído, segundo o “Global Footprint Network”.

Maputo, Quinta-Feira, 26 de Novembro de 2009:: Jornal Notícias

Oxigenoterapia no telemóvel


Uma parceria entre o Hospital Pulido Valente e a Fundação Vodafone Portugal.
O Serviço de Pneumologia do Hospital Pulido Valente e a Fundação Vodafone Portugal juntaram-se para criar um sistema inovador – o Sistema de TeleMonitorização da Actividade Física e Optimização da Oxigenoterapia de Longa Duração (Telemold).
Este sistema permitirá a doentes com insuficiência respiratória, medicados com oxigenoterapia de longa duração domiciliária, terem uma vida facilitada. O que o Telemold faz é monitorizar os níveis de oxigénio no sangue e a actividade física dos doentes, enquanto estes realizam as tarefas normais do dia-a-dia.
A partir de agora, o doente não tem necessariamente que receber visitas domiciliárias dos clínicos ou de ser internado para ser acompanhado, nem de realizar exames e testes de esforço. Com o Telemold, é possível uma monitorização contínua e fazer ajustes rigorosos na prescrição, a qualquer momento.
Para os médicos, acaba também por ser uma vantagem, já que lhes proporciona dados em maior quantidade e mais fiáveis, permitindo-lhes analisar com mais segurança o estado do doente e as necessidades de oxigénio deste. O sistema oferece, ainda, a opção de alerta, através da qual o médico é imediatamente informado de ocorrências anómalas.
www.maxima.pt
Um site agora renovado!
By redacção, Actualizar: sexta-feira, 9 de Julho de 2010

quarta-feira, julho 14, 2010

Moçambique e parceiros celebram acordo bio-energético

Moçambique e parceiros celebram acordo bio-energético

Moçambique, Brasil e a União Europeia deverão assinar amanhã, quarta-feira, em Brasília, um acordo no campo bio/energético.

O acto da assinatura do referido acordo deverá ocorrer no decurso da Quarta Cúpula Brasil-União Europeia, durante a qual também serão repassadas questões de interesse internacional e valorizada a retomada das negociações entre o Mercosul e o bloco europeu.

O encontro servirá ainda para abordar o controverso certificado ambiental que Bruxelas quer aplicar aos biocombustíveis comercializados na Europa, com a finalidade de descartar os que não contribuem minimamente para a luta contra as mudanças climáticas, acrescentaram.

Quinze países produtores de biocombustíveis, entre eles o Brasil, mantêm actualmente um diálogo informal com a Comissão para tentar dissuadi-la a aplicar esta iniciativa que consideram discriminatória visto que, sustentam, não há por enquanto dados científicos que determinem a qualidade ambiental dos produtos.

No mesmo campo, Brasil e UE encontraram um campo de entendimento com o Governo moçambicano para lançar um acordo trilateral sobre o desenvolvimento de bio-energia em Moçambique, que se prevê seja assinado na cúpula de Brasília.

Segundo fontes diplomáticas, a primeira etapa deste compromisso consistirá em explorar a viabilidade de levar adiante projectos de bio-energia em Moçambique, o país mais avançado do continente no sector.

O Brasil é o maior parceiro comercial latino-americano da UE, com uma balança comercial favorável ao país em 2009, segundo o escritório europeu Eurostat.

As exportações do bloco somaram 21.572 biliões de euros (33 porcento) no ano passado, enquanto as importações brasileiras na UE representaram 25.641 biliões de euros, ou seja, um superávit de 4,069 biliões de euros para o Brasil.

A cúpula de Brasília, que será assistida pelo presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, e pelo líder da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, será a última que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manterá com os europeus como chefe de Estado, antes das eleições de Outubro próximo.

RM apud Maputo, Quarta-Feira, 14 de Julho de 2010:: Notícias

terça-feira, julho 13, 2010

Menos animais de grande porte nos parques africanos

Menos animais de grande porte nos parques africanos
Um novo estudo indica que o número de mamíferos de grande porte nos parques nacionais de África caíu quase 60% nas últimas quatro décadas.

O estudo aponta como causas o negócio ilícito de carne animais selvagens, a perda de habitat e a falta de fundos.

A investigação, conduzida pela Sociedade Zoólogica de Londres e pela Universidade de Cambridge, aponta para quedas abruptas nos parques nacionais da África Ocidental e Oriental.

Nos parques da África Austral a situação é diferente. Beneficiando de mais financiamento, o número de animais de grande porte subiu em cerca de 25%.

O estudo abrangeu 69 espécies num total de 78 parques.
Fonte: BBC para Africa - 13 Julho, 2010 - Publicado às 11:14 GMT

Interpol ataca crime ambiental na Africa Austral

Interpol ataca crime ambiental na Africa Austral

A organização policial internacional, Interpol, diz ter realizado uma operação contra o crime de exploração ilegal de animais selvagens na Africa Austral.
A organização encerrou uma fábrica de marfim e confiscou cerca de um milhão em chifres de rinoceronte e marfim.

Mais de quarenta pessoas foram detidas durante a operação Mogatle, que envolveu seis nações africanas.

O Responsável pelo Programa da Interpol para Animais Selvagens em Africa, Peter Younger, disse que a informação recolhida durante a operação irá ajudar a rastrear criminosos em Africa e outros lugares do mundo.

Font: http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/05/100519_interpolafricazm.shtml

segunda-feira, julho 12, 2010

Algumas Palavras!

Amigos,
Depois do cansaço, nada melhor que o regresso a casa e um repouso merecido e sobretudo um bom sono para refrescar a memória!
Asta la vista!

Espanha encaixa 23 milhões, Portugal 7


Espanha encaixa 23 milhões, Portugal 7

O título mundial valeu à Real Federação Espanhola de Futebol 23,7 milhões de euros, enquanto a Federação Portuguesa de Futebol recebeu 7,1 milhões de euros. Portugal ficou incluído num grupo de equipas que inclui Chile, Coreia do Sul, Eslováquia, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e México. Já a também finalista Holanda foi contemplada com 19 milhões de euros pela FIFA. Prémios: Vencedor (23,7 M€): Espanha Finalista (19 M€): Holanda Semi-finalistas (15,8M€ cada): Alemanha e Uruguai Eliminados nos quartos de final (14,2 M€ cada): Argentina, Brasil, Gana, Paraguai Eliminados nos oitavos de final (7,1 M€ cada): Chile, Inglaterra, Japão, México, Portugal, Eslováquia, Coreia do Sul, Estados Unidos. Eliminados na fase de grupos (6,3M€ cada): Argélia, Austrália, Camarões, Dinamarca, França, Grécia, Honduras, Itália, Costa do Marfim, Nova Zelândia, Nigéria, Coreia do Norte, Sérvia, Eslovénia, África du Sul e Suíça.

By (Fonte): Sportinveste Multimédia, sportmultimedia.pt, Actualizar: segunda-feira, 12 de Julho de 2010

Espanha sagra-se campeã do Mundo e faz "dobradinha"


Espanha sagra-se campeã do Mundo e faz "dobradinha"
A Espanha sagrou-se campeã do Mundo, este Domingo, 11 de Julho de 2010, vencendo a Holanda por 1-0, ...

Espanha sagra-se campeã do Mundo e faz "dobradinha"
A Espanha sagrou-se campeã do Mundo, este Domingo, 11 de Julho de 2010, vencendo a Holanda por 1-0, após prolongamento, depois de ter ganho o Euro há 2 anos. O Soccer City, em Joanesburgo, foi o palco desta final inédita, onde o Mundo conheceu um novo campeão: a Espanha, que nunca tinha marcado presença no último jogo de um campeonato mundial. A primeira metade da partida foi marcada por um estilo de jogo com muita disputa e menos futebol. Reflexos disso mesmo foram os cartões amarelos distribuídos pelo árbitro inglês Howard Webb. Logo nos minutos iniciais assistimos a um verdadeiro “pingue-pongue” de cartões, dados de forma intermitente aos jogadores de ambas as selecções: Robin Van Persie (14minutos) por entrada dura sobre Capdevila, o espanhol Puyol foi sancionado da mesma forma (16minutos), assim como Mark van Bommel (Holanda ), aos 22minutos, por uma falta sobre Iniesta e apenas um minuto depois Sergio Ramos (Espanha ), e ainda houve tempo para Nigel de Jong (Holanda ), receber um amarelo aos 27 minutos. Com a Holanda a pressionar e a jogar no meio-campo do adversário, o jogo mais importante deste Mundial da África do Sul foi para o intervalo com o marcador intacto. Na segunda parte do jogo, as selecções não trouxeram nada de novo para o campo do estádio Soccer City sendo que, apesar da Espanha continuar com mais remates, a “Laranja Mecânica” parecia cada vez mais próxima de tocar com a bola nas redes da baliza defendida por Iker Casillas. O árbitro continuou a brindar os jogadores com cartões amarelos. Desta feita foram os holandeses Giovanni van Bronckhorst (54’), Johnny Heitinga (57’), e Robben por protestos (83’) e, ainda o espanhol Joan Capdevilla (66’) ser sancionados pelo àrbitro inglês. Destaque para o contra-ataque de Robben, que escapa a Puyol, mas encontra pela frente Casillas que consegue defender a bola, depois de já aos 61 minutos ter evitado o golo do avançado do Bayern. Também Stekelenburg, guarda-redes da Holanda, segurou um poderoso remate de David Villa a sois metros da baliza. O 0-0 parecia persistir no período de desconto mas, a quatro minutos do fim chegou o “golo de ouro” dos espanhóis: Iniesta, isolado por Cesc Fabregas, que remata certeiro e garante a festa da “roja”. Ficha de Jogo: HOLANDA: Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel e De Jong; Kuyt, Sneijder e Robben; Van Persie. ESPANHA: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets; Pedro, Xabi Alonso e Xavi e Iniesta; David Villa.

By (Fonte): Sportinveste Multimédia, sportmultimedia.pt, Actualizar: domingo, 11 de Julho de 2010

quinta-feira, julho 08, 2010

Introdução `a Economia

1.Introdução `a Economia
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Ao iniciar uma Ciencia é óbvio que se comece pelos conceitos básicos e, essencialmente definindo-a, ponto de partida para a contextualização e melhor compreensão da mesma.

Todos os dias tomamos decisões económicas; algumas menores, mas importantes para nós, outras maiores, que afectam a sociedade, o país e, ou até o Mundo.

É importante ter presente que a Economia está ligada ao essencial da vida de cada um. Cada pessoa depende dos outros, do funcionamento da Economia para a maior parte das coisas: Alimentação, vestuário, Informação, entre outros. Somos incapazes de produzir as coisas mais básicas: Um pão, um fósforo, uma lâmpada, um par de calças, um motor de automóvel. Foi a compreensão desta ideia que deu início à Teoria Económica; Descrição notável na obra do Pai da Economia, Adam Smith (1723-1790) - “A Riqueza das Nações”.

1.1.Noção de Economia
1.1.1.Nota Histórica

A Economia provem do Grego “Oikos” que significa casa e “nomos” que significa leis.

A Economia ou Ciência Económica, tem vindo a evoluir, verificando-se quatro (4) fases distintas a saber:
1ª . Dos primórdios ate 1750 (Pré-científica)
o Pensamento Medieval subordinava-se `a Filosofia, Política Oriental e pela Moral Crista. Nesta Época os assuntos económicos nao eram sintetizados.. Ex. William Pethy com sua obra política “Erithmetic” de 1682.

2ª . Criação Cientifica da Economia (1750/ 1850)
Nesta fase, os Homens baseavam-se em providências Divinas para a felicidade dos próprios Homens. Existiu nesta época (fase) Karl Marx, com a sua obra “ Capital” e Adam Smith, com a sua obra” A riqueza das Nações”.

3ª . Elaboração das Primeiras Teorias Fundamentais (1870/ 1929)
É a época do neoclassicismo, o homem entregou-se `a teoria da utilidade marginal, fundada por Karl Menger.

4ª . De 1929 até aos nossos dias
Após a 2ª guerra Mundial, os países industrializados sofreram elevados níveis de desemprego. Esta crise inicia na bolsa de valores de Nova Iorque em 1929. A revolução keynesiana contribuiu para a Economia: Programa de acção governamental para a produção do Pleno Emprego.

1.1.2.Objecto da Economia
 Produção;
 Distribuição;
 Troca;
 Consumo (Procura) – Satisfação das necessidades.

1.1.3.Métodos da Economia
 Indução;
 Dedução;
 Observação Sistemática: Realidade Social (Elementos, Pocessos, fenómenos) e Concretização progressiva;
 Análise Normativa (Economia Normativa);
 Análise Positiva (Economia Positiva).

Quando se raciocina sobre questões económicas, devemos distinguir as questões de facto (Economia Positiva) das questões de juízo de valor (Economia Normativa).

Economia Positiva (Economia Política) – descreve os factos de uma Economia. Trata de questões do seguinte tipo, que podem ser resolvidas com recurso `a analise e aos dados empíricos:
 Porque razão os médicos ganham mais do que os porteiros?
 O comércio livre faz aumentar ou diminuir os salários da maior parte dos moçambicanos?
 Qual é o impacto Económico do aumento dos impostos?

Economia Normativa (Doutrina Económica) – envolve juízos de valor. Envolve preceitos éticos e juízos de valor; cujas questões podem ser resolvidas, nao apenas pela analise Económica, mas também, através do debate e decisões políticas:
 Deve ser exigido aos pobres que trabalhem para que possam receber ajuda do Governo?
 Deve o desemprego aumentar para assegurar que a inflação (subida do nível geral dos preços), não acelere?
 Deve a África do Sul penalizar Moçambique devido a pirataria de livros e CDs sul-africanos?

1.1.4.Interdisciplinaridade
Relação da Economia com as outras Ciências
Existe uma Interdisciplinaridade, entre a Ciência Económica e outras ciências no seguinte:
 Com Métodos Quantitativos (Matemática e Estatística) – pela sua dimensão especial, que permite abordaa a Ciência Económica;
 Com a Econometria – Ramo da Ciência Económica que utiliza os métodos estatisticos para calcular e estimar relacoes economicas quantitativas;
 Com a História – no que diz respeito a evolução da própria Economia. Os dados históricos permitem fazer uma avaliação sobre a evolução da Ciência Económica;
 Com a Geografia – no que diz respeito a localização dos pólos de desenvolvimento económico;
 Com o Direito – no que diz respeito a regulamentação do desempenho da actividade económica;
 Com a Política – no que diz respeito a estabilidade e segurança;
 Com o Meio-Ambiente – no que diz respeito `a contingência económica. Relação com a envolvente ambiental (input e output). O Meio-Ambiente cria facilidades para o conhecimento das condições ecológicas para o melhor desenvolvimento das actividades económicas;
 Com a Estatística – no levantamento e analise de dados;
 Com a Sociologia e Antropologia – no que diz respeito `a Viabilidade na distribuição dos bens, segundo a cultura de cada região.

1.1.5.Conceito de Economia
Economia – significa produção, troca, circulação e consumo de bens. E a Ciência do desenvolvimento e da distribuição da riqueza.

 Economia – é produção de bens, circulação e redistribuição da riqueza.

 Economia – é uma ciência e uma arte, simultaneamente.

 Economia – é uma ciência Social, porque está ao serviço do Homem, estudando o seu comportamento.

 Rossetti – Economia é um ramo do conhecimento essencialmente voltado para melhorar a administração do Estado, sob o objectivo principal promover o seu fortalecimento.

 John Maynard keynes (1883-1946) – Economia é uma ciência Social, que estuda a sociedade como aloca recursos escassos e alternativas para as suas necessidades ilimitadas ao longo do tempo.

Segundo Samuelson (1999), Economia “é a Ciência que estuda a forma como as sociedades utilizam recursos escassos para produzir bens com valor, e de como os distribuem entre os vários indivíduos” .

1.1.6.Corrolário:
Do conceito de Samuelson, em epígrafe, aparecem e se destacam três (3) conceitos essenciais em Economia: Os Bens, os recursos e as necessidades.
Bem – é algo que satisfaz uma necessidade humana. Ex. Pão, roupa, Chapa de zinco, uma aula de Economia, um concerto, o ar, uma conversa com um amigo, entre outros.
Recursos – são meios pecuniários de vida, os quais se lança a mão para alcançar um fim. Estes podem ser materiais ou físicos, financeiros, humanos, mercadológicos e administrativos.
Necessidade (Conceito) – segundo o Dicionário de Marketing, é algo não criado pelo Homem; é o desejo de dispor de um meio (bem ou serviço) de acabar ou diminuir uma sensação desagradável ou aumentar uma sensação agradável.

1.1.7.Ramos ou Tipos de Economia
A Economia divide-se em dois grandes ramos a saber:
A Microeconomia – Fundada por Adam Smith (1723-1790) , é o ramo da Economia que actualmente se dedica ao estudo do comportamento de entidades individuais, como mercados, empresas e as famílias; ou seja, trata das questões económicas de forma particularizada. Ex.: o comportamento dos mercados, do consumidor, do pequeno produtor, pequeno empresário, evolução dos preços na Padaria Minhota, entre outros.

A Macroeconomia – Fundada por John Maynard Keynes , tem a ver com o desempenho global da Economia; Estuda a economia como um todo. Ex. Economia de um Estado, País, Continente; ou seja, trata a Economia de maneira generalizada. Ex.: O desemprego em Moçambique.

Estas duas economias convergem para formar a Ciência Económica Moderna.


1.1.8.A Satisfação das Necessidades como fim da Economia
A finalidade da Economia é o estudo da satisfação das necessidades humanas através dos bens.

Entre as relações primárias dos homens com as coisas, tem a necessidade em primeiro lugar, visto ser nela que todas outras radicam. É a necessidade que leva o Homem a voltar-se para as coisas. E, se as coisas se referem ao Homem, é ainda em ordem `a satisfação das suas necessidades. Tal é o ponto de partida da Vida Económica.

Embora, de per si, não seja uma realidade económica, a necessidade é o motor não só de toda a actividade económica do Homem, mas também das diversas relações sociais que nela engarfam.
Em virtude da sua posição privilegiada, a necessidade é, em certo sentido, a medida de toda a Vida Económica.

“ A satisfação das necessidades é a verdadeira medida da Vida Económica e um bom critério para julgar as instituições económicas e as diversas relações sociais integradas na Economia”.

Necessidades Humanas – são estados de carência percebida, que causam algum desconforto ou sensação de falta .


Classificação das Necessidades
Necessidade
Primárias
(Fisiológicas)  Ar, Agua, Alimentar, Sexo, defecar, lactação, entre outras
Necessidades
Secundárias

(Psicológicas)  Adquirir, conservar, ordenar e reter objectos
 Superioridade, sucesso, reconhecimento, hesitação
 Aversão ao falhanço e humilhação, imunidade `a critica, resistência `a culpa, retaliação
 Domínio dos outros, deferência para com os outros, autonomia, originalidade
 Sadismo, masoquismo
 Filiação, rejeição, paternalismo, proteccionismo, divertimento

Pirâmide de Necessidades de Maslow
De acordo com a Teoria de Maslow , existe uma hierarquia entre estas necessidades. As necessidades que estão situadas a um nível mais baixo na hierarquia (fisiológicas ou primarias) devem ser satisfeitas antes do indivíduo voltar a sua atenção para as necessidades colocadas a um nível superior.
Fonte - Kotler, Philip(2000)// Princípios de Marketing


Características das Necessidades:
Independentemente dos tempos e lugares, o Homem debate-se com uma realidade comum: as necessidades são multiplas, gerais e ilimitadas e os recursos naturais disponíveis, pelo contrário, mostram-se insuficientes.


1.1.9.Tipos de Bens e sua Classificação
Os bens classificam-se em:
 Directos – satisfazem directamente as necessidades. Ex. Sapatos;
 Indirectos – se empregam na produção (matérias-primas, matérias Subsidiarias);
 Duradoiros e;
 Consumíveis (não duradoiros).


Os seus diferentes tipos sao:
1. Bem Económico – Bem que é escasso relativamente à quantidade total da respectiva procura; deve portanto, ser racionado, habitualmente através da fixação de um preço positivo. São bens escassos, em pequenas quantidades ou raros;
2. Bem Final – Bem que é produzido para uso final e não para revenda ou transformação posterior (Diferente de Bens Intermédios);
3. Bem Inferior – Bem Cujo consumo diminui quando o rendimento aumenta;
4. Bem Privado – Ex. O pão que quando é consumido por uma pessoa não pode ser consumido por outra;
5. Bem Público – Bem cujos benefícios são usufruídos por toda a comunidade de modo indivisível, independentemente da vontade de um qualquer indivíduo quer queira ou não, consumir o bem público. Ex. Uma medida de Saúde pública que erradicasse a varíola protegeria à todos, e não apenas aqueles que pagassem as vacinas; A pulverização, uma ponte, entre outros;
6. Bens Complementares (Concorrentes) – Dois bens que se apresentam indissociáveis aos olhos dos consumidores. Ex. O automóvel e os pneus;
7. Bens Substitutos (Sucedâneos) – Bens que concorrem entre si. Ex. As luvas normais e as sem dedos; A margarina e a manteiga, o açúcar branco e o açúcar castanho;
8. Bens independentes – Bens cujas procuras são relativamente autónomas. Mais precisamente, os bens A e B são independentes quando uma variação no preço do bem A não tem qualquer efeito na quantidade procurada do bem B, mantendo o resto constante;
9. Bens Intermédios – bens que já sofreram alguma transformação ou algum processo, mas que ainda não atingiram o nível de produtos finais. Ex. O aço, O fio de algodão, A farinha de trigo, entre outros;
10. Bens Livres – Bens que não são económicos. Ex. O ar, A água do mar, que existem em tão grandes quantidades que não necessitam de ser racionados entre os que deles desejam usufruir. Portanto, o respectivo preço é nulo;
11. Bem normal – bem cujo consumo aumenta quando o rendimento aumenta;
12. Bem superior – Bem que aumenta sua importância nas despesas do consumidor, quando o rendimento sobe;
13. Bens de Serviços – São prestações dos homens que se destinam a satisfação das nossas necessidades com o auxilio ou não do bem material.


1.1.10.Principais Falácias (Sofismas) ou Fontes de erro no Raciocínio Económico

Observacoes Metodologicas:
Falácia de Post hoc – tem a ver com a dedução da causalidade, ocorre quando, pelo facto de um acontecimento ocorrer antes de um outro, se admite que o primeiro acontecimento é a causa do segundo; ou seja, relação causa-efeito e não o contrário.

Cetteris paribus (Falha em Manter o resto Constante) – é uma condição económica. Quando estiver a analisar o impacto de uma variável sobre o sistema económico, lembre-se sempre de manter o resto constante.

Falácia de Composição – sao generalizacoes, tem a ver com o todo e as partes. Quando se admite que é verdadeiro para a parte, é também verdadeiro para o todo, está-se a cair na falácia de composição. Ex: Se um único indivíduo receber uma grande quantidade de dinheiro, ficará mais rico. Se todos receberem uma grande quantidade de dinheiro, a sociedade provavelmente empobrecerá.

Objectividade e Subjectividade – sendo a Economia uma Ciência que não pode ser testada em laboratório, suas soluções são gerais e não específicas.
1.1.11.Os Agentes Económicos
Os principais agentes económicos são os que se apresentam no esquema abaixo; O Circuito Económico, que mostra a relação entre os agentes económicos.

1.1.12.Os Três (3) Problemas Económicos
Qualquer Sociedade humana, tem de se confrontar com e resolver três problemas Económicos fundamentais. Qualquer Sociedade tem de ter um modo para determinar que bens são produzidos, como são produzidos esses bens e para quem são produzidos.

Os três problemas da organização económica são:
 O quê produzir?
 Como produzir? e;
 Para quem produzir?

1o O quê produzir? – Que bens devem ser produzidos e, em que quantidades e qualidade?
A Sociedade tem de decidir quanto deve produzir de cada um dos inúmeros bens e serviços possíveis e quando é que eles deverão ser produzidos. Ex. Produzimos armas ou arroz? Mais milho ou mais feijão?

2o Como produzir? – Como devem os bens ser produzidos?
A Sociedade tem de determinar quem fará a produção, com que recursos e de que forma tecnológica? Quem cultiva a terra e quem ensina? Deverá a electricidade ser obtida a partir do petróleo, do carvão ou da energia solar?

3o Para quem produzir? – Para quem são os bens produzidos?
Quem usufruirá dos frutos do esforço económico? Como é repartido o produto nacional entre as diferentes famílias? Existem muitos pobres e poucos ricos? Devem os maiores rendimentos pertencer aos gestores, aos atletas, aos trabalhadores ou aos proprietários da terra? Deve a sociedade proporcionar aos pobres um mínimo de consumo ou devem eles trabalhar se quiserem sobreviver ? .


1.13.Formas de Organização Económica ou Sistemas Económicos
A forma como as economias dão resposta a estas questões, que se prende em primeira análise, com o Papel do Estado no funcionamento da Economia, permite distinguir os diferentes tipos teóricos de organização e funcionamento da economia da Sociedade.
Na tentativa de responder às três (3) questões económicas, ao longo do tempo, foi possível identificar, as seguintes formas de organização Económica:

Antigamente:
 Sistema Comunitário Primitivo – colectivismo da comunidade primitiva oriental: surgimento das comunidades de caçadores e recolectores;
 Sistema Esclavagista – Esclavagismo Romano;
 Sistema Feudal – Feudalismo da Idade Média: surgimento da Agricultura e Pastorícia.

Actualmente :
1. Sistema Capitalista - Economias de Mercado (Modelo Puro)

Uma Economia de Mercado é aquela em que os indivíduos e as empresas privadas tomam as decisões mais importantes acercada produção e do consumo. Um sistema de preços, de mercado, de lucros e prejuízos, de incentivos e recompensas determina o quê, como e para quem. As empresas produzem as mercadorias que geram os maiores lucros (O quê), com técnicas de produção que são as menos dispendiosas (Como). O consumo é determinado pelas decisões individuais sobre como despender os salários e os rendimentos do património gerados pelo trabalho e pela propriedade esse património (Para quem). O caso extremo de uma Economia de Mercado em que o governo se exime de tomar decisões económicas é designado por “Economia de Laissez – faire “.

2. Sistema Socialista - Economias de direcção Central (Modelo Puro)

Uma Economia de Direcção Central, é aquela em que o governo toma todas as decisões importantes acerca da produção e da repartição. Numa Economia de Direcção Central, o governo possui a maior parte dos meios de produção (Terra e capital); também possui e dirige a actividade das empresas na maior parte dos ramos de actividade, decidindo também, como a produção da sociedade deve ser dividida pelos diversos bens e serviços. Portanto, o governo dá resposta à maior parte das questões económicas através da posse de recursos e do seu poder de impor as decisões. Ex. Cuba; Moçambique até 1990.
3. Economias Mistas
Todas as sociedades são Economias Mistas. Nenhuma Sociedade contemporânea se encaixa completamente numa destas categorias extremas. As Economias Mistas são o resultado de insuficiências dos modelos puros. Os condicionalismos económicos e sociais, e as circunstâncias históricas de cada país, vão determinar uma organização da actividade económica, que não se integrando em nenhuma das formas “puras” de Economia, assume uma posição ecléctica, constituindo uma adaptação de uma e de outra. Sendo assim, nessas economias, verificas por um lado, a intervenção progressiva do Estado (Estado intervencionista ou Providência) na Economia de Mercado e, por outro lado, um esforço de descentralização na Economia de Direcção Central. Ex. A China e Economias do leste da Europa.

O que distingue o funcionamento das economias são:
 A finalidade da actividade económica;
 As formas de propriedade privada dos meios de produção e de repartição do rendimento; e
 O mecanismo regulador da actividade económica.

Resumo:
A Determinação dos Preços
Economias de Mercado Economias de Direcção Central
Mecanismo de Mercado Objectivos definidos pelo organismo central de planeamento
 Preços definidos depois da produção;
 Reflectem mais fielmente as intenções de produtores e consumidores;
 Preços económicos.  Preços definidos antes da produção;
 Reflectem o carácter social destes;
 Preços políticos.
Características das Economias
Economias de Mercado Economias de Direcção Central
 Propriedade privada dos meios de produção;
 Existência da livre iniciativa na actividade económica;
 O poder público não intervém directamente na Economia;
 A organização da actividade económica depende do mercado e da iniciativa privada, sendo os empresários que procedem à combinação dos factores produtivos.  Propriedade colectiva dos meios de produção;
 Subordinação da actividade económica a um plano global;
 O poder público desempenha um papel determinante na organização e funcionamento da Economia;
 A organização da actividade económica depende de um plano conjunto, onde se programa a combinação dos factores de produção.
Quadro 1-Fonte: Introdução à Economia ,11o Ano, Manuela Góis.

Vantagens e Desvantagens das
Economias de Mercado (Capitalismo) e de Direcção Central (Socialismo)
Vantagens/Desvantagens Capitalismo Socialismo
Vantagens  Livre iniciativa.
 Incentivos para o progresso.
 Autoregulação.
 Concorrência(oferta e procura).  Emprego.
 Consideração humana.
 Remuneração justa.
 Educação, saúde, gratuitas.
Desvantagens  Distribuição não equitativa.
 Desemprego
 Propriedade privada dos meios de produção.  Plena intervenção do Estado.
 Bloqueio da iniciativa.
 Limitação da produção
 Desperdício de recursos escassos.
Quadro 2-Fonte: Introdução à Economia ,11o Ano, Manuela Góis.
1.2.A Produção de Bens e Serviços

A produção de bens e serviços é a base da Vida da Sociedade (Cf.Infra) e esta depende essencialmente, da existência (abundância) ou “inexistência” (escassez) dos factores produtivos.

1.2.1.Factores Produtivos
Para responder as três (3) questões económicas, qualquer sociedade tem de escolher os factores de produção (Inputs) e as produções (Output).

Factores Produtivos - São bens ou serviços utilizados para produzir outros bens e serviços. Uma Economia usa a tecnologia existente para conjugar os factores de produção, a fim de gerar as produções.

Factores Produtivos - São elementos produtivos como o trabalho, a terra e o capital e os recursos necessários à produção de bens e serviços; também designados por “inputs”.

As Produções são vários bens ou serviços úteis que resultam do processo de produção e que tanto podem ser consumidos como utilizados numa produção posterior. Por exemplo, na produção de uma Piza, dizemos que a farinha, o sal, o calor, o forno e o trabalho qualificado do cozinheiro são factores produtivos. A piza apetitosa é a produção. Na Educação, os factores produtivos são o tempo de leccionação, os laboratórios e as salas de aulas, os livros, entre outros; enquanto que as produções são cidadãos educados e informados.

Os Factores Produtivos, também designados por inputs, podem ser classificados em três grandes categorias mais uma: Terra, Trabalho e Capital.

A TERRA
A terra ou mais genericamente, os recursos naturais, representa o que os nossos processos produtivos recebem da Natureza. Este factor produtivo, é constituído pela terra utilizada na Agricultura ou na implantação de habitação, fábricas e estradas, pelos energéticos para os nossos automóveis e para aquecer as nossas habitações, e pelos recursos não energéticos, tais como minérios de Cobre, de Ferro ou areia. No congestionado Mundo actual, devemos alargar o âmbito dos recursos naturais para incluir os nossos recursos ambientais, tais como o ar puro e a água potável;

O TRABALHO (Físico ou Manual, Intelectual ou Mental)
O Trabalho consiste no tempo de trabalho humano despendido na produção: a trabalhar nas fábricas de automóveis; a lavrar a terra; a cozinhar. Milhares de ocupações e tarefas, a todos os níveis de competência, são desempenhadas pelo trabalho. É ao mesmo tempo, o factor de produção mais comum e o mais crucial para uma Economia Industrial avançada;

O CAPITAL
O capital é formado pelos bens duráveis de uma Economia, produzidos com vista a produzirem outros bens. Os bens de capital incluem máquinas, estradas, computadores, martelos, camiões, altos-fornos, automóveis, máquinas de lavar e edifícios .


Exemplos:
 Capital Financeiro – Dinheiro, acções, entre outros;
 Capital Humano – o acervo de conhecimento e perícia, técnicos incorporados na força de trabalho de um país, em resultado de investimentos na Educação Formal e na formação Profissional;

NB: No actual mundo em elevado crescimento científico e tecnológico, o Tempo e o Poder da Informação, entram na ordem dos factores produtivos:

O TEMPO
A produção exige não só trabalho, terra e capital, mas também o tempo; isso porque, os oleodutos não podem ser construídos numa madrugada e uma vez construídos funcionam durante décadas. As propinas não são aumentadas de qualquer maneira, entre outros.
Para ter em conta o papel do tempo na produção, distinguimos três(3) principais períodos de tempo:

O curto prazo – período no qual, as empresas podem ajustar a produção à alteração dos factores variáveis, tais como matérias-primas e trabalho, mas em que não podem alterar os factores fixos, como o capital;
O Médio prazo – periodo intermedio;
O longo prazo – como um período suficientemente longo, para que todos os factores, incluindo o capital, possam ser ajustados.

Destes resulta a seguinte escala de tempo:
 O Muito Curto Prazo – Menos de um (1) ano;
 O Curto prazo – um (1) ano;
 O Médio prazo – Entre um (1) a cinco (5) anos;
 O longo prazo – Mais de cinco (5) anos;
 O Muito Longo prazo – Sem tempo determinado (Gerações, ...)

O PODER DE INFORMAÇÃO
Informação – é um bem diferente dos outros. Sua prudução requer custos elevadíssimos (Explícitos e implícitos), o que é mais barato reproduzí-la, pois o mercado da informação está sujeito `a falhas determinantes.
 “ Se me der uma ratoeira, possuirei o mundo”
 “Cidadão informado vale por dois”


1.2.2.Rendimentos (Remuneração) dos Factores Produtivos
 A aplicação de um factor de produção tem uma remuneração específica, dependendo do tipo de factor;

Factor Produtivo Rendimento ou Remuneração
Terra Renda
Trabalho Salário
Capital Juro ou Lucro
Nota: Aluguer( Penhora) para bens móveis, é diferente de Renda (Hipoteca) para bens imóveis.

 A aplicação de um factor de produção determina o tipo de Técnica que está sendo aplicada numa determinada empresa ou em um processo produtivo ;

Aplicar Mais Trabalho Técnica de Trabalho Intensivo
Capital Técnica de Capital Intensivo



1.2.3.A FPP
A Fronteira das Possibilidades de Produção (FPP) - Representa as quantidades máximas de produção que podem ser obtidas em uma Economia, dados ao seu conhecimento tecnológico e a quantidade de factores de produção disponíveis. A FPP representa a lista de escolhas de bens e serviços disponíveis para a sociedade.

A FPP é o lugar geométrico que mostra ou faz comparações de produções, uso Eficiente dos recursos e do tempo.

As sociedades não podem ter tudo o que desejam. Estão limitadas pelos recursos e a tecnologia disponíveis. Normalmente, a escolha é reduzida a dois bens. Os pontos fora da FPP não podem ser alcançados ( São impraticáveis ou inatingíveis). Os pontos no interior são ineficientes, porque os recursos não estão sendo usados adequadamente ou porque estão sendo utilizadas técnicas de produção obsoletas .

Ex.: As possibilidades de produção alternativas
Possibilidades Manteiga (caixas) Automóveis (Milhões)
A 0 15
B 1 14
C 2 12
D 3 9
E 4 5
F 6 0

Nota: O crescimento Económico, faz deslocar a FPP para fora e vive-versa.




Características da FPP
Dependendo do caso em análise, a FPP pode ser: Concava, Convexa ou linear.

1.2.4.Custo de Oportunidade (C.O.)
A vida está repleta de escolhas, dados que os recursos são escassos, temos de pensar constantemente o que fazer, com o tempo e o rendimento limitados que possuímos. Quando se decide se vai estudar Economia, comprar um automóvel ou ir para a Universidade, em qualquer dos casos uma pessoa deve ponderar qual o custo da decisão em termos de oportunidades perdidas.

O custo da alternativa perdida é o Custo de oportunidade da decisão, é a perda pelo ganho. É o valor do bem ou serviço, de que se prescinde.
C.O. = Perda/ganho.

Alternativas de decisão:
Se C.O.>1: Melhor é desistir na escolha;
Se C.O.=1: É Indiferente;
Se C.O.<1:>
1.3.O Mercado
A Economia baseia-se na troca. Na verdade, se cada um de nós tivesse de produzir tudo o que precisa e consome, da comida aos talheres, dos transportes ao mobiliário, não lhe seria possível possuir um décimo do que consome. Portanto, o mercado aparece neste mesmo circuito.
1.3.1.O que é o Mercado?
(Conceito) Mercado, Segundo Neves, “é o arranjo (praça, telefone, leilão, bolsa, entre outros), pelo qual, compradores e vendedores de um bem interagem para determinar o preço e a quantidade transaccionada”.
Segundo Samuelson, “um mercado é um mecanismo pelo qual, compradores e vendedores se confrontam para determinar o preço e a quantidade de um bem ou de um serviço”.
O centro do mercado é o preço. Os preços coordenam as decisões dos produtores e dos consumidores em um mercado. Mexer nos preços é perturbar o essencial do mercado; preços mais elevados tendem a reduzir as compras dos consumidores e a estimular a produção. Preços mais baixos estimulam o consumo e retraem a produção; portanto, os preços são o pêndulo do mecanismo de mercado.
O truque centrado nos preços reside nos incentivos. Se os consumidores querem mais de um bem, lutam por ele, oferecendo mais dinheiro pelo mesmo bem, subindo o preço. Os vendedores, perante a subida do benefício retirado da venda do produto, são incentivados a aumentar a produção e, a preço mais alto, menos consumidores o querem, Obrigando a baixar o preço. Não há necessidade de um mandão que dê ordens aos produtores ou compradores.
O mecanismo automático, a “mão-invisível”, fá-lo. Mas, o mercado pode perpetrar situações de pobreza e opulência, se estas já se verificaram devido a dados políticos, cultural, sociais, entre outros. Portanto, o segredo do mercado é a concorrência, entre os vários agentes do mercado, consumidores, produtores, trabalhadores e capitalistas, na busca de imporem os seus desejos, produtos, serviços em diante.
1.3.2.Tipos de Mercado
1. Mercado Cambial – mercado em que se negociam divisas de diferentes países; E, em que as taxas de câmbio são determinadas. Ex. Casa de Câmbios.
2. Mercado Eficiente - Mercado em que toda a informação nova, é rapidamente a percebida pelos participantes no mercado e imediatamente incorporada nos preços de mercado;
3. Mercado em Equilíbrio – Mercado no qual, os preços são suficientemente flexíveis para equilibrar, muito rapidamente a oferta e procura;
4. Mercado Monetário – Conjunto de instituições que operam na compra e na venda de instrumentos de crédito de curto prazo, tais como, os títulos de tesouro e o papel comercial; ou mercado da oferta e procura de moeda;
5. Mercado de Capitais – Mercados em que são negociados os recursos financeiros (dinheiro, obrigações, acções); juntamente com intermediários financeiros, são instituições através das quais a poupança na Economia é transferida para os investidores;
6. Mercado de Factores – é o mercado da procura e oferta da terra, do trabalho e do capital;
7. Mercado de Acções – é um lugar onde as acções das sociedades detidas pelo público, os títulos das empresas, são comprados e vendidos. Ex. Bolsa de Valores.
8. Mercado de produtos – mercado de todos os bens e serviços que são produzidos;
9. Mercado Formal – Aquele que tem o controlo do governo;
10. Mercado informal – Onde não se verifica a acção governamental e inclui outras formas como é o caso do mercado negro (sujo).
1.3.3.Elementos da Oferta e Procura
Depois de toda análise preliminar, vamos dedicar o nosso estudo, ao instrumento mais utilizado pela Economia, para estudar o seu funcionamento. Trata-se de um gráfico que Alfred Marshal vulgarizou- é a cruz marshalliana , onde se cruzam duas curvas: A curva da procura e a curva da oferta. A ferramenta essencial para compreender os movimentos dos preços e das quantidades nos mercados específicos é chamada “Análise da oferta e da procura “.
A Procura
A curva de procura ou função procura, é a representação dos compradores; é a relação entre o preço e a quantidade comprada, mantendo-se o resto constante.
Ex. Função Procura de milho Preço por caixa Quantidade procurada (em milhões de caixas por ano) A 5 9 B 4 10 C 3 12 D 2 15 E 1 20
Lei da procura com inclinação negativa: Quando o preço de uma mercadoria aumenta ( mantendo-se o resto constante), os compradores tendem a consumir uma menor quantidade dessa mercadoria. De forma similar, quando o preço baixa (mantendo-se o resto constante), aumenta a quantidade procurada; isto devido aos Efeitos Substituição e Rendimento. Essa procura é individual, quer dizer, minha , tua, dele(a).
A procura de mercado, representa a soma de todas as procuras individuais. a curva de procura de mercado é calculada, para cada preço, pela soma das quantidades procuradas por todos os indivíduos; é o observável na realidade e, esta obedecerá à lei da procura com inclinação negativa.
Determinantes da curva da procura :
1. Rendimento Médio: Com o aumento do rendimento, as pessoas compram mais automóveis;
2. População: o crescimento da população gera o aumento das compras de automóveis;
3. Preços de bens relacionados: preços mais baixos de gasolina aumentam a procura de automóveis;
4. Gostos: Ter um carro novo tornou-se símbolo de posição social;
5. Influências Específicas: nas influências especificas incluem-se, a disponibilidade de formas alternativas de transporte, a segurança dos automóveis, a expectativa em relação a aumentos futuros de preços, entre outros.
Nota: As determinantes da curva da procura provocam um deslocamento da mesma, o preço é o único elemento que provoca o movimento ao longo da curva da procura;(Lembrar Elasticidade).
A Oferta
A curva da oferta ou função oferta é a representação dos vendedores; mostra a relação entre o preço de mercado de um bem e a quantidade dessa mercadoria que os produtores estão dispostos a produzir e a vender, mantendo o resto constante.
Ex. Função oferta de milho, Preço por caixa Quantidade oferecida (em milhões de caixas por ano) A 5 18 B 4 16 C 3 12 D 2 7 E 1 0
A curva da oferta apresenta inclinação ascendente - positiva, devido a Lei dos rendimentos Decrescentes. Do mesmo modo, a oferta de mercado é o somatório das ofertas individuais.
Determinantes da oferta :
1. Tecnologia: A produção computadorizada baixa os custos de produção e aumenta a oferta;
2. Preços dos factores de produção: Cortes nos salários dos trabalhadores da indústria automóvel baixam os custos de produção e aumentam a oferta;
3. Preços de bens relacionados; Se os preços dos camiões baixam, aumentará a oferta de automóveis;
4. Política do Governo: A eliminação de quotas e impostos sobre a importação de automóveis aumentará a oferta de automóveis;
5. Influências Especificas: Se o Governo diminuir as normas relativas ao equipamento de controlo de poluição; a oferta de automóveis aumentará.
Nota: As determinantes da curva da oferta provocam um deslocamento da mesma, o preço é o único elemento que provoca o movimento ao longo da curva da oferta.
1.3.4.Equilíbrio de Mercado
Um equilíbrio de mercado representa, um equilíbrio entre os diferentes compradores e vendedores. Tal equilíbrio, se estabelece ao compensar todas as forças que operam na Economia. Contudo, no meio de toda esta confusão, os mercados estão constantemente a resolver O quê, Como e Para quem? O sistema de mercado baseia-se na oferta e na procura para resolver o trio dos problemas económicos: O quê?Como?Para quem?
Equilíbrio entre a Oferta e Procura
Nunca nos devemos esquecer de que, em Economia, as coisas são sempre duplas, tal como as moedas, têm sempre duas faces. Assim devemos juntar a curva da procura e da oferta, o beneficio e o custo, para obter um quadro global: A Cruz Marshalliana. O Equilíbrio de mercado verifica-se com o preço e a quantidade a que as forças da oferta e procura se igualam. Melhor, o preço de equilíbrio ocorre quando a quantidade procurada é igual à quantidade oferecida.
Exemplo: A oferta e procura de Milho Preço Quantidade procurada Quantidade oferecida Situação do mercado Pressão sobre o preço A 5 9 18 Excedente Descida B 4 10 16 Excedente Descida C 3 12 12 Equilíbrio Neutral D 2 15 7 Escassez Subida E 1 20 0 Escassez Subida Efeito Sobre o preço e sobre a quantidade de diferentes deslocações da oferta e da procura Deslocações da oferta e da procura Efeito Sobre o preço e sobre a quantidade Se a procura aumenta A procura desloca-se para a direita Preço aumenta Quantidade aumenta Se a procura diminui A procura desloca-se para a esquerda Preço diminui Quantidade diminui Se a oferta aumenta A oferta desloca-se para a direita Preço diminui Quantidade aumenta Se a oferta diminui A oferta desloca-se para a esquerda Preço aumenta Quantidade diminui
1.3.5.Estruturas de Mercado
As principais estruturas de mercado são as que se apresentam no quadro abaixo: Estrutura No de produtores e grau de diferenciação do produto Sector de Economia onde prevalece Grau de controlo da empresa sobre o preço Métodos de Marketing Concorrência Perfeita Muitos produtores; produtos idênticos Mercados financeiros e produtos agrícolas Nenhum Bolsa de produtos ou mercados tipo leilão Concorrência Imperfeita - Concorrência Monopolística (Muitos vendedores diferenciados) Muitos produtores; muitas diferenças reais ou identificadas no produto Comercio a retalho (piza, cerveja, ...) Algum Publicidade e rivalidade pela qualidade; preços administrativos Oligopólio (Ver Oligopsónio) Poucos produtores, pouca ou nenhuma diferença no produto; poucos produtores; alguma diferenciação dos produtos Siderurgia, química Automóveis, cereais Algum Publicidade e rivalidade pela qualidade; preços administrativos Monopólio (Ver Monopsónio) Um único produtor; produto sem substitutos próximos Serviços locais de telefone, electricidade e gás (Monopólios Naturais) Considerável mas normalmente regulamentado Publicidade e promoção de serviços
Fonte: VALLAUD, Pierre (1989) // Iniciação à Economia, Volume II, Apontamentos Europa América, Apartado8, Portugal.
 Duopólio – Estrutura de Mercado em que existem somente dois vendedores;
 Duopsónio – Estrutura de Mercado em que existem somente dois compradores.
1.4. Visão Global da Macroeconomia
1.4.1.Nota Histórica
Os anos 30, marcaram o despertar da ciência Macroeconómica, fundada por John Maynard Keynes (1883-1946), ao tentar compreender o mecanismo económico que originou a Grande Depressão . Após a 2ª Guerra Mundial, reflectindo tanto o aumento da influ6encia das ideias keynesianas como o medo de uma depressão, o congresso dos EUA, proclamou formalmente a responsabilidade federal pelo desempenho macroeconómico. A provou a Lei de Emprego de 1946, um marco na legislação, que estipulava: “Assim, o Congresso declara que é da responsabilidade política puramente do governo federal, o uso de todos os meios admissíveis e compatíveis com as necessidades e obrigação(...) de promover o emprego, a produção e o poder de compra máximos”. Foi assim, que pela primeira vez, se proclamava o papel do governo na promoção do crescimento do produto e do emprego e na manutenção da estabilidade dos preços.
Objectivos e Instrumentos da Política Macroeconómica
Os instrumentos macroeconómicos são as formas pelas quais, as decisões políticas podem influenciar o ritmo e a direcção da actividade económica.
Objectivos
1. Produto: Nível elevado e crescimento rápido;
2. Emprego: Nível elevado de emprego e desemprego involuntário reduzido;
3. Estabilidade do nível geral de preços ou com aumento suave;
Instrumentos
1. Política Monetária: Controlo da oferta da moeda que afecta as taxas de juro;
2. Política orçamental ou Fiscal: Despesas públicas e impostos;
3. Controlo das Políticas Comerciais (relacoes externas);
4. Politica de rendimentos.
O Produto – refere-se essencialmente do PIB ( Produto Interno Bruto) real; PIB ( Produto Interno Bruto)
O PIB é a medida mais abrangente do Produto Total de uma Economia, é quantificação do valor de mercado de todos os bens e serviços finais – Farinha de milho, cerveja, automóveis, concertos, viagens de avião, cuidados de saúde, entre outros – produzidos em um país durante um ano. Existem duas formas de determinar o PIB:
1.O PIB nominal – é medido a preços correntes no mercado;
2. O PIR real – é calculado a preços constantes ou invariáveis.
 O PIB Potencial, representa a quantidade máxima que a Economia pode produzir, mantendo simultaneamente, uma razoável estabilidade de preços. É também designado por Nível de produto de emprego. Quando a economia está a produzir ou operar no seu potencial, o desemprego é reduzido e a produção elevada.
 O PIB Efectivo – é o próprio PIB.
 Deflactor do PIB (DP) = ( a preço do ano base);
Medição do PIB O PIB pode ser medido em três (3) ópticas :
1. Na óptica do rendimento: PIB = S+J+L+R+A
2. Na óptica do Valor Acrescentado Bruto: PIB = VAB = VAB1+VAB2+...+VABn
3. Na óptica do produto: PIB = C+I+G+X
 C - Consumo privado, das famílias,
 I - Investimento; Acréscimo ao stock de capital, de edifícios, equipamento e existências, que pode ser público ou privado,
 G - Gastos o governo, despesas públicas em pontes, estradas, escolas, hospitais, entre outros,
 X - Exportações Líquidas, é a diferença entre as exportações e importações.
O Emprego – é medido pela Taxa de desemprego = desempregados/Populacao activa;
Nível de Preços – que é medido pelo IPC ( Índice de Preços do consumidor), que por sua vez determina a inflação ( subida do Nível geral de preços): Inflação = *100%
Ciclos Económicos
A Actividade económica nunca é linear, vezes há em que esta se encontra em alta e vezes há em que a economia se encontra em dificuldades, devido a várias razões. Tais oscilações designam-se ciclos económicos. Determinam se houve aumento ou não, do produto, do rendimento ou do emprego, durante um periíodo de tempo.
Os ciclos conhecidos, cujos nomes provém de seus inventores, que determinaram e isolaram a sua regularidade, são:
 Juglar(1862) – Associado `a Indústria;
 Kitchen(1923) – Associado aos negócios ou comércio;
 Kondratiev(1926) – cinquentenário, é enigmático e mais contestado por causa do tempo, e dos vários factos `a ele associado(Guerras, ouro, ...);
 Kuznets(1930) – Associado `a construcao (civil ou pública).
Exemplo:
No interior da Macroeconomia
Procura e Oferta Agregadas
Usando o mesmo raciocínio das curva micro de procura e oferta, vamos agora, analisar essas curvas mas, no aspecto macro (agregado), para ver como interagem as diferentes forças para determinar a actividade económica global.
A Oferta Agregada (AS), do inglês, Aggregate Supply – refere-se à quantidade total de bens e serviços que as empresas de um país estão dispostas a produzir e a vender num dado período.
A Procura Agregada (AD), do inglês, Aggregate Demand – refere-se à quantidade total que os deferentes sectores da economia estão dispostos a gastar num dado período. É a soma da despesa pelos consumidores, empresas e administração pública .
O Papel do Estado na Economia:
1. Melhorar a eficiência económica;
2. Melhorar a repartição do rendimento;
3. Estabilizar a economia através de políticas macroeconómicas ( Monetária, orçamental ou fiscal);
4. Conduzir a política económica internacional.

quarta-feira, julho 07, 2010

Introdução `a Estatística

1. PROPEDÊUTICA `A ESTATÍSTICA
.......................................................................................................................................

NOTA HISTÓRICA
A Estatística surge face `a necessidade de compreender e resumir grandes quantidades de dados.

No século passado, contar conjuntos numerosos ou registar repetições de determinados fenómenos em quadros e tabelas, é o que se chamava Estatística.

A Estatística apareceu como um estudo numérico de dados e factos sociais e uma ciência que pretendia deduzir, a partir de um grande numero de observações de fenómenos sociais, leis gerais aplicáveis a vida humana.

Desconhecem-se com exactidão as origens da Estatística, mas cerca de 2200 ac, foram os chineses os primeiros a efectuar inventários mais ou menos regulares da sua População.

Depois do conhecimento da sociedade e dos seus elementos, esta passou a estudar outros conjuntos numerosos e de outros fenómenos realizáveis em grande numero, apresentados e encontrados na Física, Astronomia, Economia, Biologia, entre outras ciências. A sua autonomia começa só nos séculos XVII e XVIII, tendo como principal objectivo o estudo de assuntos de Estado, daí derivando o sentido etimológico da palavra.

O termo estatística surge da expressão em Latim statisticum collegium palestra sobre os assuntos do Estado, de onde surgiu a palavra em língua italiana statista, que significa "homem de Estado", ou político, e a palavra alemã Statistik, designando a análise de dados sobre o Estado. A palavra foi proposta pela primeira vez no século XVII, em latim, por Schmeitzel na Universidade de Lena e adoptada pelo académico e economista alemão Godofredo Achenwall (1719-1772), quando a definiu como “a ciência das coisas que pertencem ao Estado”. Aparece como vocabulário na Enciclopédia Britânica em 1797, e adquiriu um significado de coleta e classificação de dados, no início do século XIX.
De acordo com a Revista do Instituto Internacional de Estatística, “Cinco homens, Hermann Conring,Gottfried Achenwall, Johann Peter Süssmilch, John Graunt e William Petty já receberam a honra de serem chamados de fundadores da Estatística, por diferentes autores”. Alguns autores dizem que é comum encontrar como marco inicial da Estatística a publicação do “Observations on the Bills of Mortality” (1662) de John Graunt.
As primeiras aplicações do pensamento estatístico estavam voltadas para as necessidades de Estado, na formulação de políticas públicas, fornecendo dados demográficos e económicos. A abrangência da Estatística aumentou no começo do século XIX para incluir a acumulação e análise de dados de maneira geral. Hoje, a Estatística é largamente aplicada nas ciências naturais, e sociais, inclusive na administração pública e privada.

Seus fundamentos matemáticos foram postos no século XVII com o desenvolvimento da teoria das probabilidades por Pascal e Fermat, que surgiu com o estudo dos jogos de azar. O método dos mínimos quadrados foi descrito pela primeira vez por Carl Friedrich Gauss cerca de 1794. O uso de computadores modernos tem permitido a computação de dados estatísticos em larga escala e também tornaram possível novos métodos antes impraticáveis.

Na actualidade o objecto da Estatística ultrapassa as fronteiras do passado, esta é indispensável em quase todos os ramos (campos) e actividades do quotidiano. Em Moçambique o organismo responsável pela elaboração da informação estatística é o INE (Instituto Nacional de Estatística).


Em suma, a evolução da Estatística passou por varias fases: inicialmente, a preocupação fundamental era a recolha, classificação e apresentação dos dados, e só mais tarde se passou a fase da análise e interpretação dos mesmos.


IMPORTÂNCIA DA ESTATÍSTICA
A Estatística é a área da Matemática mais frequentemente utilizada nas ciências sociais e naturais, com uma presença crescente nas informações dos meios de comunicação social. Aplica-se nos mais variados campos: Previsão de despesas do Estado (em escolas, hospitais, pontes, estradas, ...), receitas, tomada de decisões, divulgar o que se pensa de factos relevantes da vida nacional e internacional, no planeamento, entre outros, com base nas repetições verificadas em sequências análogas (fazendo projecções).

Por Exemplo: As estatísticas sectoriais, as previsões da produção, o Censo Geral da População e Habitação, entre outros.

Objectivo desta disciplina: saber ler, interpretar, compreender e tirar conclusões sobre a informação estatística contida nas diferentes situações.

Exemplos: Estudo de acidentes, estudo de audiências (TV, Rádio,...), Estudos de Mercado (% de clientes ou quota de mercado, ...), entre outros estudos.

A Estatística tem um papel decisivo no mundo actual. Políticos, médicos, empresários, cientistas, economistas, autarcas, ecologistas, agricultores, jornalistas, todos a utilizam, com variadíssimos objectivos.

Como poderia um hospital prever a quantidade de medicamentos necessários?
Como poderia um jornalista elaborar uma notícia convenientemente fundamentada acerca de um sistema ecológico em perigo? Como poderia o Ministério da Educação determinar o número de livros a enviar nas escolas? Como poderia o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades determinar a população afectada no Vale do Rio Zambeze?

Como poderiam ser organizadas as Brigadas de Trânsito para uma «Operação Stop», de modo a detectar manobras perigosas? Como poderia o gerente de um pronto-a-vestir saber a quantidade de casacos dos diferentes números que deveria encomendar? Fornecer informação que permita solucionar estas e muitas outras situações é uma das finalidades da Estatística.

Esta tem como objecto a recolha, organização, análise e interpretação de conjuntos de observações, dados numéricos e factos.

Através da realização de um estudo estatístico podem ser atingidos diversos objectivos:
• Prevenir: saúde, ambiente e emprego são algumas das áreas em que se recorre à Estatística para a prevenção de determinadas situações.
• Descrever: a Estatística não tem como objectivo explicar os fenómenos aos quais se referem os dados analisados, mas sim descrevê-los.
• Informar: O Instituto Nacional de Estatística (INE) é, em Moçambique, a instituição que disponibiliza dados sobre todos os sectores económicos do país.
• Prever: a Estatística, associada ao cálculo das Probabilidades, permite fazer previsões, com uma margem de erro relativamente pequena, sobre acontecimentos que ainda não se realizaram.
Exemplo: O facto da Malária ser a primeira causa de morte em Moçambique, motiva a realização de campanhas de prevenção desta doença.

Ao longo do estudo vamos percorrer três partes principais, a destacar:
• Estatística Descritiva, onde se procede a organização e interpretação de dados;
• Teoria da Probabilidade, onde se estuda a possibilidade de quantificar acontecimentos ou situações influenciadas por factores aleatórios;
• Inferência Estatística, onde se procede `a análise e interpretação de amostras com o objectivo de inferir conclusões acerca da População (de onde se extrai a amostra).

CONCEITO
Estatística – é a ciência que tem como objectivo a recolha, compilação, análise e interpretação de dados.

Estatística – é um método científico que, através do conhecimento rigoroso de diversos factos recolhidos, faz inferências que permitem a previsão de novos acontecimentos. (Teixeira e Grego,1992).

Estatística (mais vulgarmente) – colecção de números da mesma natureza, relativos a um determinado fenómeno, como seja: estatística de automóveis vendidos, estatística de importações, estatística de divórcios, entre outros.

Esta pode ser Indutiva ou Descritiva.

Fonte: Nascimento, Gil e Diogo, 2001.

De acordo com o sublinhado anteriormente, numa Análise Estatística distinguem-se essencialmente duas fases:
• Uma primeira fase em que se procura descrever e estudar a amostra: Estatística Descritiva
• Uma segunda fase em que se procura tirar conclusões para a população: Estatística Indutiva

Fonte: Nascimento, Gil e Diogo, 2001.

Resumindo, pode-se dizer que uma análise estatística envolve duas fases fundamentais, com objectivos distintos:

1ª Fase Estatística Descritiva
Procura-se descrever a amostra, pondo em evidência as características principais e as propriedades.

2ª Fase Estatística Indutiva
Conhecidas certas propriedades (obtidas a partir de uma análise descritiva da amostra), expressas por meio de proposições, imaginam-se proposições mais gerais, que exprimam a existência de leis (na população).

Ao longo do Tema, será estudada essencialmente a Estatística Descritiva, a qual descreve e interpreta factos actuais ou passados, recorrendo à análise de dados obtidos.

Exemplos de situações nas quais se utiliza a Estatística Descritiva:
• Gastos públicos com a saúde nos países africanos;
• Tonelagem de pescado segundo as diferentes espécies;
• Volume de exportações de tabaco nos últimos dez anos.
A outra vertente da Estatística, a Estatística Indutiva, permite fazer previsões a partir de uma amostra, com base na Teoria das Probabilidades e nos resultados fornecidos pela Estatística Descritiva. É por isso um importante método de investigação, facilitando a tomada de decisões e permitindo prever a evolução dos acontecimentos.

Exemplos de situações em que se utiliza a Estatística Indutiva:
• Previsões de resultados eleitorais;
• Previsões demográficas;
• Previsões acerca da necessidade de sangue nos hospitais.
Normalmente, os estudos baseiam-se em amostras, porque, por exemplo, não faria sentido fazer uma lista completa das idades ou pesos dos moçambicanos; pega-se nos valores médios (Amostrais).

Populacao e Amostra
População – é o conjunto de todos os elementos de um estudo, com uma ou mais características comuns. Cada elemento (Individuo) da população constitui a unidade estatística. Ao numero de elementos da População chamamos efectivo da População. A População pode ser finita ou infinita;

Amostra – é um subconjunto finito com elementos de uma População. Pode ser Pequena ou grande.

O processo de selecção de uma amostra a partir de uma População designa-se Amostragem (que será apanágio mais adiante), e é de dois (2) tipos:
• Amostragem Probabilística – também designada aleatória ou estocástica, cada um dos elementos da População tem hipóteses de ser incluído na amostra, sendo possível medir com rigor, qual é a probabilidade de tal acontecer, através do calculo da respectiva probabilidade (que será apanágio nos capítulos seguintes). Este processo garante que todos os elementos da População, tenham a mesma hipótese de integrar a amostra. Através dele afasta-se qualquer enviesamento ou tendência de sub ou sobre representar na amostra alguns elementos da População.
• Amostragem Não Probabilística — é a experiência em que se consegue prever o resultado.

Dito Contemporâneo


“A capacidade para pensar em termos estatísticos, será um dia tão necessária para a cidadania efectiva como a capacidade para ler e escrever”


(H.G.Wells, filósofo inglês do século XIX)

Economia cresce acima das previsões

Economia cresce acima das previsões
A ECONOMIA moçambicana registou um crescimento de 9,5 porcento no primeiro trimestre deste ano, o que abre boas perspectivas para que se superem as previsões do Plano Económico e Social (PES) do Governo, que prevê, no final do ano, uma taxa de 6,3 porcento.

Dados divulgados ontem, em Maputo, pelo Banco de Moçambique (BM), referem que o incremento deveu-se à contribuição expressiva do sector da Agricultura – que cresceu 26 porcento dos serviços, comércio e reparação - cuja taxa aumentou 12,7 porcento; e transportes e comunicações e indústria transformadora – ambas com um incremento de 10 porcento.
“Estando o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer nessa fasquia, obviamente, que mais uma vez é esperado que a economia moçambicana venha a ter um desempenho muito bom, numa conjuntura em que o cenário externo ainda é marcado pelos efeitos do pós-crise financeira e económica internacional”, disse Waldemar de Sousa, Administrador do BM, durante uma conferência de Imprensa.
O administrador do Banco Central lembrou que no primeiro trimestre de 2008, a economia havia crescido 6,1 porcento, enquanto que em igual período de 2009, o crescimento foi de 6,2 porcento.
Todavia, a contrariar esta tendência positiva do desempenho da economia, os preços dos principais produtos no mercado nacional tendem a aumentar, com os dados referentes ao mês de Junho deste ano a apontarem para uma inflação acumulada de 10,25 porcento. As previsões do Governo eram de uma taxa de inflação média de 9,5 porcento até ao final de 2010, mas o Banco de Moçambique não descarta a possibilidade de se alcançar uma taxa de dois dígitos.
Waldemar de Sousa justificou o aumento da inflação com medidas adoptadas pelas autoridades moçambicanas com vista a eliminar os subsídios nos preços de alguns produtos, sobretudo nos combustíveis líquidos, que foram implementados para minimizar os impactos da crise financeira e económica internacional.
“É razoável falar de que estamos numa inflação correctiva. Este ano, entre Março e Junho, a correcção dos preços domésticos dos combustíveis líquidos superou os 27 por cento”, disse.
O administrador apontou outros factores que estão a contribuir para o aumento da inflação doméstica.
“Estamos a observar um período de maior enfraquecimento do metical face às principais divisas transaccionadas no mercado cambial doméstico. Este ano tem um rand sul-africano extremamente forte. O dólar norte-americano está a ter uma tendência de reversão da sua queda face às principais moedas internacionais. Assim sendo, o metical regista até ao mês de Junho perdas nominais de 29 porcento face ao dólar norte-americano”, disse Waldemar de Sousa.
Outro factor apresentado pelo administrador como tendo influenciado o nível de preços é a produção de hortícolas no primeiro trimestre.
“Tivemos um excesso de chuvas na cintura verde da cidade de Maputo, o que prejudicou a produção de hortícolas no primeiro trimestre. Isso que, obviamente, também contribuiu para a alta de preços, tendo em conta que a inflação é medida com base no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da cidade de Maputo”, disse.

Fonte: Maputo, Quarta-Feira, 7 de Julho de 2010:: Notícias

sexta-feira, julho 02, 2010